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La Niña deverá poupar demais regiões do país, com exceção do Sul

postado em 04/01/2012

5 comentários
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Novamente sob influência direta do fenômeno La Niña, provocado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, o clima para a agricultura brasileira tende a registrar chuvas dentro da média para a maior parte das áreas produtivas nos primeiros meses de 2012. A exceção é o Sul do país, que deve seguir castigado pelo clima seco. A estiagem extrapola as fronteiras brasileiras e afeta também lavouras de grãos da Argentina e do Uruguai, o que tem colaborado para sustentar as cotações de produtos como milho, soja e trigo nas principais bolsas do mundo nas últimas semanas.

De acordo com previsões da Somar Meteorologia, as lavouras gaúchas continuarão a sofrer mais com a escassez hídrica, mas a luz amarela permanece acesa para o Paraná e, já no Centro-Oeste, também para Mato Grosso do Sul. Na Argentina e no Uruguai também não há previsão de chuvas significativas nessas primeiras duas semanas de janeiro. A tendência, segundo a Somar, é que o Rio Grande do Sul continue com baixo índice de chuvas nos primeiros 15 dias de janeiro.

Em Passo Fundo (RS), uma das regiões gaúchas mais importantes na produção de grãos, deverá chover apenas entre 20 ou 30 milímetros (mm) na primeira quinzena deste mês, bem abaixo da média histórica mensal de 145 mm.

Além do milho, a falta de chuvas vem prejudicando soja precoce, pastagens e lavouras de feijão, batata e outros hortifrutis, segundo boletim da Emater-RS.



O Paraná, maior produtor nacional de milho, e Mato Grosso do Sul, produtor de grãos considerável e novo polo canavieiro, também padecem com a estiagem. Chuvas entre 20 mm e 30 mm são esperadas para a região de Cascavel (PR) e para Dourados (MS) até 15 de janeiro, mas não em patamares que tragam tranquilidade ao produtor, segundo a Somar. Isso porque esses Estados tiveram forte seca em dezembro, que se prolongou por mais de 20 dias.

A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) já admite perdas em algumas regiões produtoras do Estado, mas ainda não tem estimativas do volume afetado na safra.

Já em Mato Grosso o clima tende a não prejudicar a colheita de soja, que está começando. Maior produtor nacional da oleaginosa, o Estado deve receber as típicas chuvas de verão, mas intercaladas com largos períodos de ocorrência de sol, condição propícia para a entrada das máquinas de colher no campo.

A notícia ruim é que novamente há chances de ocorrência de geadas no inverno, a partir de julho. A estação o fenômeno La Niña deve perder força e o clima, assim, deve voltar à "neutralidade". "A ocorrência de geada no inverno de algumas regiões de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná é o padrão climático, não é atípico", explica Paulo Etchichury, diretor da Somar.

Apesar de chuvas abaixo da média em dezembro nas regiões tradicionais de cana, a tendência é de precipitações mais regulares a partir deste mês. Em Ribeirão Preto, por exemplo, tradicional região canavieira de São Paulo, a previsão para os primeiros quinze dias de janeiro é de chuva de 200 mm, o que mostra grandes chances de a região atingir a média histórica para o mês que é de 300 mm.

No cultivo de grãos, o alerta da Somar recai sobre os produtores rurais adeptos da chamada "safrinha" (segunda safra). Segundo Etchichury, de forma geral as chuvas do primeiro semestre do ano dificilmente se estendem até maio nas regiões de grãos do Centro-Oeste. Devem parar na primeira quinzena de abril.

Com isso, não é recomendado, segundo ele, extrapolar a janela de plantio da segunda safra nem para milho e nem para algodão, prática comum em regiões mato-grossenses. "O risco climático será grande", avisa o especialista.

De forma geral, a meteorologia prevê um primeiro semestre de clima muito semelhante ao mesmo intervalo de 2010. "No entanto, vemos ainda indefinições sobre o que ocorrerá no segundo semestre", diz Etchichury.

A matéria é de Fabiana Batista, do Valor, resumida e adaptada pela Equipe Agripoint.

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Comentários

DIRCEU BABICK

São João do Oeste - Santa Catarina - Produção de leite
postado em 04/01/2012

boa matéria

Na minha cidade já nao chove para água mesmo desde o início de Dezembro. As lavouras de milho e as pastagens estão parando de se desenvolver. A preocupação esta se voltando para água potável, para abastecer as granjas leiteiras, suínos e avicultura de corte.

Esperamos uma boa chuva para amenizar a situação que está ficando caotica.

PAULO LUIS HEINZMANN

SALVADOR DAS MISSÕES - Rio Grande do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 04/01/2012

Também o Paraguai, país não citado na matéria, está na seca, e com perdas já estabelecidas na agropecuária local.

Antonio Gomes da Silva

Afogados da Ingazeira - Pernambuco - Produção de gado de corte
postado em 04/01/2012

Boa tarde,

Meu nome é Antonio Gomes da Silva, tenho uma propriedade rural no Município de Afogados da Ingazeira/PE onde crio gado de corte e ovinos.

Gostaria de saber, qual a perspectiva de chuva pra região nordeste como um todo.  São boas ou não.

Atenciosamente,

Antonio Gomes da Silva

e-mail: agomesdasilva1970@gmail.com

Paulo R. F. Mühlbach

Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 04/01/2012

La Niña  é um fenômeno recorrente, não chega mais a surpreender, embora seus efeitos continuem a ser devastadores. A agropecuária é uma atividade de grande risco e a pequena propriedade é a mais vulnerável, principalmente a produção de leite a pasto, sem irrigação, sem armazenamento de água em açudes, sem forragem conservada em quantidade suficiente e sem o conhecimento de como suplementar racionalmente no cocho, principalmente em situações emergenciais.

Na atualidade, a questão climática predomina no noticiário e esta estiagem, aqui na Região Sul, já era anunciada desde meados do ano passado. Alguns poucos foram previdentes e se prepararam. Entretanto, a grande maioria, talvez até por falta de informação, está sendo pega de surpresa, amargando sérios prejuízos.

Outros apostaram na sorte, nas probabilidades favoráveis. Porém, quem explora animais totalmente dependentes do homem, como é uma vaca em lactação, não deveria arriscar tanto. De tudo, fica sempre uma lição, o lamentável é que, desta maneira, sem qualquer prevenção, ela é dura demais.

Mateus y Castro da Silva

Cascavel - Paraná - Indústria de insumos para a produção
postado em 04/01/2012

É preocupante a situação na região Sudoeste do Paraná (Regiões como Dois Vizinhos, Pato Branco e Cascavel), já estão a mais de 30 dias sem chuva prejudicando a ensilagem e qualidade do milho.

Alguns municípios já decretarão situação de emergência. Muitas propriedades já tem queda de 20%na produção de leite.
Situação preocupante e lamentável.

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