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Leitor comenta sobre fiscalização no abate de ovinos

postado em 23/02/2011

3 comentários
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O leitor do FarmPoint Edgar Miquelanti, produtor de ovinos de Atibaia, São Paulo, enviou um comentário ao artigo "A carne ovina e o abate clandestino: é possível calcular o tamanho da informalidade?". Abaixo leia a carta na íntegra.

"Prezados colegas,

Auguste de Saint-Hilaire em suas viagens ao interior do Brasil nos anos de 1800 e alguma coisa, já descrevia o abate clandestino como a forma praticada de abastecimento das comunidades e arraiais nos rincões do nosso país. Mesmo nas casas da corte o abastecimento era feito por mecanismos que em nada diferiam dos que chamamos "clandestinos".

Lamento profundamente que o Brasil sempre optou pelo modelo industrial de concentração onde o "terroir", a marca local, não possam sobreviver ou vivem em constante agonia. Modelo que aniquila a diversidade do saber-fazer da produção à cozinha brasileira. Impressiona-me viajar distâncias continentais no Brasil e encontrar a mesma "grande" marca de carne de carneiro nos supermercados. É como encontrar "arroz com bife" como um prato típico do Oiapoque ao Chuí. Traço típico de atraso cultural, do qual decorrem todas as mazelas econômicas.

A informalidade, deve ser combatida (mania de brasileiro certinho conhecido no Brasil moderno como o bobo da corte) mas não é viável tão pouco, um modelo que não incentiva a diversidade, que não valoriza o comércio local. Este modelo de concentração (que fomenta a informalidade) poderá ter muitos anos de vida, mas não é sustentável.

O abate clandestino no Brasil ainda existe porque a sociedade teima ao longo dos anos em nos transmitir alguma mensagem do tipo: o modelo atual não nos atende.

Aos colegas que defendem a existência de frigoríficos menores meus cumprimentos. Que exista espaço para todos, grandes e pequenos. Para a agricultura sustentável a única saída é o fomento à pequena/média empresa (com regras econômicas, jurídicas, sanitárias e ambientais) viáveis, com legislações onde fica clara a vontade do Brasil de incentivar a pluralidade, a diversidade. Não defendo subsídios, defendo regras claras e plausíveis para todos. A iniciativa privada sempre deu provas de poder para mover a máquina econômica.

Estaremos investindo na valorização das comunidades locais, que trazem em si seu jeito de fazer: criando, colhendo, abatendo, vendendo, cozinhando e comendo...enfim investindo nos "Brasileiros".

Obviamente a fiscalização como mecanismo para fazer valer e de quebra a atividade renderia impostos e cumpriria seu papel social".

Clique aqui para ler mais opiniões sobre este assunto.

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Comentários

Marcos Vinicius Grein

Balsas - Maranhão - Consultoria/extensão rural
postado em 23/02/2011

Concordo com o autor, mas a pergunta que não quer calar é: É possível calcular o tamanho do abate clandestino? E do inspecionado? Li em algum lugar que a média de consumo no Brasil da carne ovina é de 400 g/hab/ano e que a ARCO pretende, através de esforço conjunto, que este consumo passe a ser de 2,3 kg/hab/ano e que daí, seria necessário termos um rebanho ovino de 50 milhões de cabeças. Será que neste indicador de consumo está inclusa a carne proveniente de abates clandestinos ou não?

José Oton Prata de Castro

Divino das Laranjeiras - Minas Gerais - Produção de ovinos de corte
postado em 27/02/2011

Não só concordo como estou de pleno acordo com o articulista ETA LASQUEIRA. Não existe abate clandestino neste maravilhoso "PAÍS" que presta toda e qualquer assistencia técnica, financeira e outras que tais ao produtor rural sem nenhuma BURROCRACIA. O que existe é um ou outro abate informal, nada "expressivo" Fui claro.

José Oton Prata de Castro

Divino das Laranjeiras - Minas Gerais - Produção de ovinos de corte
postado em 27/02/2011

Não só concordo como estou de pleno acordo com o articulista ETA LASQUEIRA. Não existe abate clandestino neste maravilhoso "PAÍS" que presta toda e qualquer assistencia técnica, financeira e outras que tais ao produtor rural sem nenhuma BURROCRACIA. O que existe é um ou outro abate informal, nada "expressivo" Fui claro.

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