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Mapa garante que setor terá mais crédito em 2011

postado em 14/12/2010

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A reestruturação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deverá envolver medidas de médio e longo prazos, incluindo "mais oferta de crédito para a agropecuária", como ocorre na área agrícola. A afirmação foi feita ontem pelo ministro Wagner Rossi, confirmado na pasta pela presidenta eleita, Dilma Rousseff.

Enfatizando que não há mudanças imediatas no sistema de financiamento da agricultura, Rossi ressaltou que o orçamento de 2011 é ''absolutamente compatível com a realidade'' Ele destacou que em 2010, ''todos os produtos foram atendidos a contento''.

Um dos desafios citados por Rossi é atacar fatores que promovem o desenvolvimento desigual do setor agropecuário O ministro citou, como exemplo, que há fortes diferenças entre as linhas de crédito dadas ao agricultor e ao pecuarista ''Não há, por exemplo, uma linha que evitasse a matança de matrizes ocorrida anos atrás, cujo preço pagamos hoje'', disse, referindo-se ao fator que, segundo o governo, é a causa da forte alta nos preços da carne bovina

''Há setores específicos que precisam de um suporte especial'', disse Rossi Ele afirmou que o governo já está cumprindo a sua parte e citou como exemplo a recente linha de apoio à fruticultura.

Em entrevista, ele disse que o Ministério da Agricultura deve também compatibilizar a política de importação de produtos agrícolas com a produção interna, só comprando do exterior quando tiver necessidade na entressafra. Inicialmente, é o que será feito com o trigo.

Rossi garantiu que, nesse processo de modernização da pasta, haverá resposta para "uma reclamação permanente" dos produtores sobre o tempo que leva para o registro de produtos, e a redução de problemas na área da certificação, com a diminuição da burocracia. "Um tema atualíssimo, que agrega valor", afirmou.

Rossi citou a criação do Fundo Catástrofe, por decreto presidencial, entre as medidas que deram mais segurança aos produtores. "Foi uma iniciativa paralela à politica em vigor de garantia de preço mínimo e ao seguro agrícola, que barateou o custo do seguro para os produtores, pois as seguradoras não precisam cobrir prejuízos nessas situações".

As estatais ligadas à pasta, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), poderão ser afetadas pela política de reformulação do ministério. No entanto, disse Rossi, "elas têm capacidade de resposta e de adaptação mais rápida para conciliar problemas na sua área" e não estão "tão defasadas" quanto o ministério.

Na entrevista, o ministro comentou também o texto do novo Código Florestal, que está em tramitação na Câmara. Rossi dá "nota 10" ao relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), mas ressalta que o texto ainda pode sofrer alterações. Para ele, o código não será votado neste ano, devendo entrar, em regime de urgência, no início dos trabalhos legislativos em 2011.

De acordo com o ministro, o texto não favorece aumento do desmatamento, nem a redução da área dos biomas, e dá segurança jurídica ao produtor, com mudanças compatíveis com a realidade, para aumento da produção de alimentos com a preservação do meio ambiente.

Exportação

Mesmo "preocupado" com o dólar barato, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, informou ontem que as exportações do agronegócio nacional devem bater novo recorde histórico ao superar US$ 75 bilhões em 2010. O melhor resultado havia sido registrado em 2008 quando os embarques atingiram US$ 71,8 bilhões. "É quase certa a maior exportação agropecuária da história. E vamos superar os US$ 60 bilhões de saldo comercial", afirmou. Em 2009, o setor embarcou US$ 64,7 bilhões e o saldo comercial somou US$ 54,9 bilhões. "Nos últimos 12 meses, as exportações fecharam em US$ 75,3 bilhões", disse Rossi.

O ministro afirmou que o câmbio "penaliza" o setor rural, mas que o ministério fará em 2011 um esforço para aumentar o comércio com o Extremo Oriente, sobretudo com China, Japão e Coreia do Sul.

Rossi disse que fará nova ofensiva para remover barreiras da Rússia às carnes brasileiras. Em janeiro, terá encontros com autoridades russas durante a "Semana Verde", na Alemanha. "Querem criar barreiras, mas vamos continuar com forte presença lá". Ele afirma ainda que há competição forte com os EUA, mas nada que seja "insanável".

As informações são da Agência Brasil, Agência Estado e Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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