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Mendes Ribeiro buscará recursos para o seguro rural e sinaliza mudança de equipe

postado em 24/08/2011

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, afirmou que a busca de recursos para o seguro rural, a defesa agropecuária e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) serão metas da sua gestão à frente da pasta. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva realizada após a posse, nesta terça-feira, 23 de agosto, na sede do ministério.

"Serei parceiro da agricultura e acho a Embrapa fundamental. As prioridades da Embrapa serão minhas prioridades", declarou. Mendes Ribeiro Filho disse que contará com o apoio dos deputados e da Comissão de Orçamento do Congresso Nacional para buscar mais recursos para a agricultura. Ele antecipou que já marcou uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar de seguro rural. "Tenho um recurso de R$ 140 milhões contingenciado, que preciso descontingenciar, pois trata-se do dinheiro do seguro. Vou conversar com as áreas e buscar aquilo que for necessário para a agricultura melhorar", salientou.

O ministro também garantiu que pretende aumentar o contato com as câmaras setoriais e que buscará alternativas para diminuir o endividamento de todo o setor. A primeira medida será a criação de uma comissão especial para analisar o assunto.

Apesar de não falar em "faxina" em seu ministério, ele assumiu a Pasta dizendo que pode mudar a qualquer momento, integrantes da Agricultura ou da diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), antes mesmo da conclusão da investigação da Controladoria-Geral da União (CGU), que deve se encerrar em até 45 dias.

Mendes Ribeiro disse que vai buscar a "melhor equipe disponível". Segundo ele, o ministro da CGU, Jorge Hage, disse que teria entre 30 a 45 dias para completar a tarefa. "Até lá vou entrar na Conab consciente do grupo técnico que se encontra lá. A Conab é muito importante para a agricultura brasileira. Eu vou conversar e, se tiver que mudar, eu vou mudar", disse.
O novo ministro afirmou que assume o cargo com a consciência de que o sucesso depende de vários fatores: "Acredito na valorização do servidor e no conhecimento técnico. É preciso caminhar junto com os que sabem fazer. Gestão pública com qualidade e eficiência."

Durante seu discurso, Mendes Ribeiro também elogiou seu antecessor, Wagner Rossi, e disse que não vai chegar querendo mudar o que não precisa. O ex-ministro deixou o cargo pressionado por denúncias de corrupção e tráfico de influência. Em discurso durante a solenidade, Rossi fez um balanço de seu mandato e elogiou a presidente Dilma Rousseff e o vice, Michel Temer: "Deixei o ministério com uma produção agrícola recorde. Finalizo desejando ao meu sucessor, amigo e companheiro, o maior sucesso. Terá o mesmo apoio que eu tive no Congresso, na Câmara e no Senado, nos ministérios e, sobretudo, no agronegócio."

Em seu discurso, a presidente Dilma Rousseff, disse que a escolha de Mendes Ribeiro foi "oportuna" e "feliz". Ela disse que Mendes Ribeiro é um grande brasileiro e que conhece a competência de seu novo auxiliar. Durante seu discurso, a presidente fez um breve histórico do Ministério da Agricultura citando o investimento recorde de R$ 107 bilhões na safra 2011/2012. Dilma pediu uma luta contra práticas protecionistas de outros países e atenção ao abastecimento do mercado interno.

Embargo russo

Em relação ao embargo da Rússia aos frigoríficos brasileiros, o ministro disse que já tem conhecimento do impasse e que, se for necessário, visitará o país europeu. Mendes Ribeiro Filho salientou que o mercado russo tem características próprias que precisam ser trabalhadas, como a questão de acesso e o controle de mercado.

Sobre a proposta do novo Código Florestal, o ministro declarou que acredita na habilidade do Congresso Nacional para encontrar o bom senso entre aquilo que o produtor deseja e o que o meio ambiente necessita. Na opinião dele, as áreas de preservação permanente (APPs) são necessárias, desde que sejam respeitados o interesse público e o impacto ambiental.

"Tenho que ser um facilitador e encontrar o tempo entre o que o agricultor precisa e o governo pode dar. Muitas vezes o homem do campo pede alguma coisa, o parlamento recolhe, vem pra cá, ecoa e o governo não sabe ainda. É fundamental que as coisas andem ao mesmo tempo", ponderou.

As informações são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e jornal Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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