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Minc busca apoio para se opor a ruralistas

postado em 21/05/2009

32 comentários
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A disputa em torno do Código Florestal continua acirrada e novas alianças começam a se formar. Acuado pela ação do forte lobby ruralista no Congresso, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reagiu ontem às propostas de reforma do Código Florestal Brasileiro buscando o apoio de movimentos sociais de produtores familiares, assentados da reforma agrária, agricultores sem terra e ambientalistas.

Com este apoio Minc deve ter mais força nos debates e afirmou que a aliança com os produtores familiares seria estratégica para evitar uma "derrota histórica" nas discussões sobre a reforma do Código Florestal no Congresso. O avanço das teses ruralistas no Congresso preocupa os ambientalistas.

Para convencer os novos aliados, o ministro prometeu tratamento diferenciado aos agricultores familiares e afirmou que é possível estudar concessões como a recomposição de áreas de preservação permanente (APPs) com espécies nativas combinadas ao plantio de frutas e somadas as APPs com áreas de reserva legal, pagamento por serviços ambientais, regularização fundiária e a compensação de áreas degradadas com doações de áreas preservadas.

Também estão sendo discutidas medidas como permitir que pequenos produtores o cultivem regiões com declividade superior a 45 graus (topos de morro). "Tem que haver essa diferenciação da agricultura familiar e do agronegócio. Vamos manter e apoiar o Ministério do Meio Ambiente e derrubar as propostas dos ruralistas", disse a secretária de Meio Ambiente da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Rosecléia dos Santos.

Na reunião, Minc afirmou que o encontro era o início do "movimento de reação" contra as alterações propostas na medida provisória 459, que modifica a legislação ambiental. "Não queremos uma derrota honrosa", afirmou. "Vamos dar um tratamento diferenciado à produção familiar para fazer face ao rolo compressor dos ruralistas e terminar de vez com esse terrorismo que está sendo tocado em cima do pequeno agricultor, que acaba sendo arregimentado para interesses daquele que quer passar a motosserra e o trator em cima do que restou."

A matéria é de Mauro Zanatta, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe Agripoint.

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Comentários

Dionisio Caproni

Machado - Minas Gerais - Revenda de produtos agropecuários
postado em 21/05/2009

Tudo neste pais é uma brincadeira; este Sr. Carlos Minc parece que não caiu a ficha que quem mantem a balança comercial é a agricultura, ele queira ou não são as grandes áreas que geram superávit na balança, portanto parabéns aos ruralistas que já fizeram ele voltar atrás em sua conversa.

Pois do jeito que a lei quer vamos acabar com grande parte dos produtores.

Abraço
Dionísio

Fabiano Pagliarini Santos

Cascavel - Paraná - Produção de gado de corte
postado em 21/05/2009

A todos aqueles que utilizam esse site como informativo e que na sua maioria fazem parte do agronegócio.

O texto acima trata de consessões a pequenos produtores, mas temos que lembrar a bancada ruralista é para abranger, pequenos, médios e grandes produtores, aqueles que estão na agricultura familiar e também no agronegócio.

Vale ressaltar que o agronegócio tem sido a galinha dos ovos de ouro e por isso movimentos ditos sociais estão promovendo a baderna deliberada com apoio de pessoas como o Ministro que também apoia a liberação da maconha.

Mas a proposta desse índividuo é de beneficiar o pequeno produtor para que ele seja sempre pequeno, pois se ele crescer e aumentar sua área de terra, que ainda não há lei contra prosperar, saia desse enquadramento e depois sofra as sanções da lei.

Creio que está na hora de todos envolvidos com a produção agropecuária nesse país mostrar sua força, pois senão será novamente alvo de demagogia e exploração desse governo representado pelo seu ministro do meio ambiente.

E temos que pedir ao ministro da agricultura que venha a público defender uma das classes que mais traz divisas para o país.

Emerson Figueira

Jussara - Goiás - Produção de gado de corte
postado em 21/05/2009

Pelo menos, o Minc reconhece que pela atual legislação a produção se torna inviável em muitas regiões.

Mas, se a questão é ambiental, não vejo motivo para o grande ser tratado de maneira diferente, pois degradação ou preservação não é determinada pelo tamanho da propriedade e sim pelo manejo.

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