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MS: Três Lagoas se destaca na criação de ovinos e busca organização da cadeia mercadológica

postado em 19/03/2014

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A ovelha foi um dos primeiros animais domesticados pelo homem. Com as mais simples práticas, a atividade de criação foi expandindo pelo mundo, recebendo o nome de ovinocultura, uma parte da zootecnia que trata do estudo e da criação ovinos.

Em Três Lagoas, essa atividade é explorada pela família Paro. Os veterinários, Wilson Paro e Pedro Henrique Paro, acreditam que este trabalho exige muita dedicação e carinho, sendo que deve ser desenvolvido em pequenas e médias propriedades, com alta tecnologia. “No nosso Estado a ovinocultura ainda é pouco explorada. A maioria das pessoas está em nichos da silvicultura e da pecuária”, ressalta Wilson Paro.

O projeto, iniciado pela família, está em desenvolvimento e busca na tecnologia, o diferencial da criação. “O nosso objetivo é conseguir um rebanho de 1500 matrizes em aproximadamente três anos. É feito um trabalho muito intenso para isso, com vários profissionais envolvidos, buscando sempre melhorar os resultados. As ovelhas ficam no Distrito de Arapuá e queremos trabalhar com a pastagem irrigada que irá criar as matrizes. Buscamos sempre um cordeiro de boa qualidade”, reforça Pedro Henrique.

Um dos fatores comentados durante a entrevista foi sobre a questão da organização da cadeia mercadológica. Segundo os veterinários, o ciclo de desenvolvimento e os fatores ligados ao produto, devem ser feitos de forma integrada. “Precisamos pensar em tudo, inclusive na qualidade dos frigoríficos, abatedores e até no consumidor final. Tudo isso funcionando corretamente, teremos um produto de qualidade e a satisfação do cliente”, conclui Wilson.

Wilson e Pedro dizem ainda que em Três Lagoas, aproximadamente 12 criadores estão entrando nessa atividade, só que falta a formação de um núcleo de produtores, para juntos, pensar em ações voltadas ao mercado, compra de insumos e melhor poder de negócio.

“Para ser rentável, precisa-se ter em média 500 matrizes. Aí, a atividade vai embora com resultados. Para conseguir um animal de qualidade, entre 120 a 150 dias, com um bom acabamento de carcaça, entre outros fatores, exige-se boa gestão, com manejo criterioso, utilizando-se de boas raças e cruzamentos de qualidade”, ressalta o veterinário Pedro Henrique Paro.

Pedro diz também que manejo de cria, funciona com estação de monta de 60 dias, fazendo avaliação de ultrassonografia após 45 dias, permitindo uma segunda chance para as ovelhas vazias. Essas são ações que contribuem para obter bons índices zootécnicos.

A família está em busca de cumprir a meta de abater um cordeiro com 120 dias, com 15 kg de carcaça acabada.

Números

Para a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO), Três Lagoas está em segundo lugar no ranking de criadores de ovelhas do estado. A cidade possui em média 19.679 cabeças, perdendo apenas para Campo Grande com 20.505.

Por ser uma atividade que tem rentabilidade, a família Paro aposta em uma carne de boa qualidade, pois sabe que o consumo do produto vem crescendo bastante.

Benefícios da carne de cordeiro

Segundo informações, retiradas do site Nutri Brazil, dentre as carnes vermelhas, a do cordeiro é que a tem maior destaque devido o seu alto valor nutritivo. Além de macia, ela é rica em vitaminas do complexo B, ferro, fósforo, cálcio e potássio. Por ser facilmente digerível e raramente associada a alergias alimentares, a carne ovina é uma boa fonte de proteínas para pessoas de todas as idades.

As informações são da Folha de Campo Grande, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

 

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