Você está em: Cadeia Produtiva > Giro de Notícias
Nei Kukla questiona sobre confinamento ovino no Brasil
"Muito boa a matéria feita com profissionais do ramo e que entendem do negócio ovino. Como sempre falamos e vemos aqui no fórum, o que se deve levar muito em consideração é a profissionalização do criador. Gostaria de fazer uma pergunta aos entrevistados: por que eles trabalham com o confinamento se vivemos num país tropical com abundância de pastagens?
Recentemente vi um estudo científico de que o cordeiro arraçoado com ração apresenta custos elevados e diminui muito a margem. Isto procede? A carne ovina geralmente é consumida por um público com maior poder aquisitivo mas, devemos no meu ponto de vista voltar olhares para o público da classe C que foi o que mais cresceu em consumo de alimentos (maior diversidade de consumo, com incremento no consumo de carnes e iogurte, por exemplo) e de eletrodomésticos.
Este público representa grande parcela da população e, no curto prazo é o que mais vai dar poder de fogo na questão consumo. Vejo-os como a bola da vez para serem clientes atendidos."
Clique aqui para ler mais opiniões sobre este assunto.
Comentários:
União da Vitória - Paraná - Consultoria/extensão
postado em 22/08/2011
Prezada Jéssica Cristina Machado:
Realmente a oportunidade de debatermos a cadeia produtiva é muito interessante, pois é desta forma que engrandecemos nossas ações, sempre pautadas na viabilidade técnica e que para chegarmos a tal, temos que colocar nossas idéias sob avaliações de outros profissionais.
A questão de se confinar ou não em função dos argumentos que vc coloca, ao meu ver, irá depender muito da região em que o criatório está instalado, pois em algumas regiões não há fornecedores de sub-produtos e como falei, o insumo grãos às vezes encarece a produção, sendo que se elevarmos o preço em demasia para compensar o custo, podemos ter uma inibição do consumo. Vale lembrar que devemos nos preocupar em atender a classe C que é crescente, porém ainda avalia muito a questão do poder aquisitivo ao adquiri um produto.
Concordo plenamente com vc em relação aos problemas sanitários que podem diminuir no caso do confinamento.
Obrigado por propiciar este debate.
Últimas Atualizações
» Taninos Condensados - Parte II de II: Formas de utilização na alimentação de pequenos ruminantes
» Brasil apresenta política de sanidade animal em Paris
» Financiamento ao médio produtor rural bate recorde
» Argentina: demanda impulsionou produção ovina
» Austrália: mercado de carne de cordeiro tem queda de preços
» Embrapa Caprinos e Ovinos inaugura Laboratório de Ciência e Tecnologia de Alimentos
» RN: governo anuncia aumento no preço do leite de cabra
» Melhoradores de desempenho na alimentação são proibidos
» Manifestação em São Paulo pede veto ao texto do novo Código Florestal












Jéssica Cristina Machado
Ponta Grossa - Paraná - Estudante de Zootecnia
postado em 19/08/2011
Interessante a carta do senhor Nei Kukla.
Porém, se formos analisar os resultados de trabalhos atuais realizados com cordeiros confianados, vemos que, por mais que o preço de insumos e intalações aumente, a idade de abate é menor e com qualidade de carcaça (frequentemente) e peso superior a animais criados em regime de pastejo.
Em relação a pergunta "por que eles trabalham com o confinamento se vivemos num país tropical com abundância de pastagens?", creio que a resposta poderia ser que o confinamento é muito superior em relação a eficiência que o pastejo. Ele possui um índice de incidência de verminose muito mais baixo que animais tratados a pasto, diminuindo custos com vermifugos e diminuindo, também, a perda de animais, visto que, atualmente, o maior desafio em relação a criação de cordeiros é a verminose.
O argumento de que há a tendência do aumento da competição por grãos como o milho e a soja (que também são utilizados na alimentação humana) encarece o preço dos insumos necessários para o confinamento, pode ser contornado vendo que há uma grande gama de "subprodutos" que podem ser utilizados para substituí-los.