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Novo plano de safra pode crescer até 25%

postado em 26/03/2009

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O agronegócio brasileiro poderá ter até R$ 100 bilhões no plano de safra da temporada 2009/10, mas o valor deve ser definido apenas em maio e é aguardada com particular ansiedade pelo setor porque na safra 2008/09, marcada pela crise, assistiu-se à retração da atuação das tradings para o financiamento dos produtores.

Em relação à temporada 2008/09, o novo plano de safra será entre 20% e 25% maior, de acordo com o vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes Pinto. O plano de safra do ciclo 2008/09 prevê desembolsos de R$ 78 bilhões - R$ 65 bilhões para a chamada "agricultura empresarial" e R$ 13 bilhões para a familiar. Com um crescimento entre 20% e 25%, o plano para a safra 2009/10 ficaria entre R$ 93 bilhões e R$ 97 bilhões.

O aumento dos desembolsos do Banco do Brasil, principal financiador do agronegócio no país, no próximo ciclo também deverão ficar entre 20% e 25%, segundo Guedes Pinto. Para o ciclo 2008/09, a previsão é de aportes de cerca de R$ 35 bilhões. Até o atual estágio da safra, as liberações do banco chegaram a aproximadamente R$ 25 bilhões.

Para o novo plano de safra, Guedes Pinto diz que será crucial saber se as tradings elevarão novamente sua participação no financiamento aos produtores. "É preciso estimular o sistema para que mais agentes participem. A concentração não é interessante para ninguém, nem para o Banco do Brasil", afirmou.

Ainda que o volume de recursos previsto para o ciclo 2009/10 cresça 25%, ele ficará abaixo do requisitado por entidades do setor que já se manifestaram sobre o tema. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) elaborou documento em que pede elevação de R$ 78 bilhões para R$ 110 bilhões - além de outras medidas, como a inclusão de carnes na política de preços mínimos. A Confederação da Agricultira e Pecuária do Brasil (CNA), por sua vez, já pediu que o montante passe a R$ 150 bilhões já na safra 2009/10, praticamente o dobro do previsto para o atual ciclo.

De acordo com levantamento elaborado pela CNA, as medidas adotadas pelo governo para combater os reflexos da crise equivaleram a R$ 354,4 bilhões. O agronegócio ficou com R$ 17,4 bilhões desse bolo, ou 5,6% do total, segundo o estudo da entidade, que apurou as medidas tomadas desde outubro de 2008.

As informações são de Patrick Cruz para o jornal Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela equipe AgriPoint.

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