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Ovinocultura de Tocantins desponta como atividade lucrativa

postado em 05/04/2013

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“A criação de ovinos com o uso de tecnologia genética é uma alternativa rentável, principalmente para agricultores familiares”, afirmou o secretário executivo, Ruiter Padua, na abertura do I Encontro Regional de Ovinocultores do Tocantins, nesta quinta-feira, dia 04, na Câmara Municipal, em Barrolândia, região Central do Estado. O evento que contou com cerca de 40 participantes, entre produtores e técnicos agrícolas, é uma parceria entre a Seagro - Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, a Acobar – Associação de Criadores de Ovinos de Barrolândia e Região, a empresa paulista Cabanha Malu Dorper e a prefeitura municipal.

Ao dar continuidade em seu pronunciamento, o secretário Ruiter Padua, complementou falando dos investimentos que devem ser conquistados para reforçar a cadeia da ovinocultura no Estado. “É importante frisar que para chegarmos a um padrão de qualidade devemos investir neste segmento com tecnologia genética de ponta, e uma cadeia produtiva organizada em associação ou cooperativa para alcançar a lucratividade”, ressaltou Padua, acrescentando que todos os envolvidos nesta atividade devem batalhar para a implantação de um frigorífico na região, agregando mais valor à carne do ovino.

O palestrante e veterinário da empresa Malu Dorper, Custódio Antônio Carvalho Júnior, mostrou alguns pontos necessários para alcançar um rebanho produtivo. “Muitos fatores são essenciais: um bom pasto, genética de raça boa, cuidados sanitários e manejos adequados. Tudo isso, garante um lucro de 30% a 40%”, informou, complementando que o ovino da raça Dorper é altamente produtivo, o que garante maior lucro ao criador.

Produtores

Eustáquio Bastos é criador de ovinos há nove anos e pensa em aumentar seu rebanho na propriedade que tem no município de Barrolândia. “Atualmente tenho 50 cabeças de ovinos, mas temos que ter visão futura. A minha intenção é chegar a 500 cabeças e para isso tenho que investir no melhoramento genético”, comentou, ressaltando que a carne de ovino é considerada umas das melhores para consumo.

Já a produtora Tereza Salbego tem uma fazenda no município de Pium e investe em genética de matrizes e reprodutores. “Trabalho no ramo há 10 anos. Gosto desta atividade que rende um bom lucro, mas o produtor de ovelhas tem que investir ainda mais em animais melhorados geneticamente para alcançar ótimos resultados em seu rebanho”, argumentou.

Assinatura

Na ocasião, a Seagro e a Acobar assinaram um protocolo de intenções para fortalecer a ovinocultura na Região. A parceria tem por objetivo o fortalecimento das ações de pesquisa pedagógicas e atividades de campo, incrementando a atividade no Estado. A intenção é promover ações de fomento e atividade rural de criação de pequenos animais como forma de aumentar o quantitativo do rebanho e sua qualidade genética.

No protocolo ficou acertado as atribuições de cada instituição. À Seagro cabe contribuir com aquisição de equipamentos sendo: um estereomicroscópio de alta resolução, um laparascópio, dois microscópios biológico binocular, um compressor de ar e por último, um congelador de embriões e sêmen, após a construção da Central de Melhoramento Genético. Além de outras atribuições relacionadas a investimentos em capacitações, logística, visando à difusão de tecnologias para o desenvolvimento da atividade.

No tocante a Acobar, compete à construção de uma Central de Melhoramento Genético de Ovinos, promover ações de associáveis para aumentar renda familiar, manutenção dos equipamentos e material de consumo, entre outras responsabilidades ligadas ao incentivo do melhoramento genético ovino.

As informações são do Governo de Tocantins, adaptadas pela Equipe FarmPoint. 

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