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"Para os produtores de ruminantes, uma saída é a produção de proteínas na propriedade", comenta leitor

postado em 28/08/2012

9 comentários
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O mestrando em Produção Animal da UFMG, Leonardo de Rago Nery Alves, de Belo Horizonte/MG, enviou um comentário para a enquete proposta pelo FarmPoint: O que você está fazendo para reduzir o preço do concentrado fornecido aos seus animais? Abaixo, leia a carta na íntegra:

"Prezados, bom dia. Primeiramente, parabenizo-os pelo importante assunto abordado no presente artigo.

Penso que para os produtores de ruminantes, uma saída importante seria a produção de proteínas na propriedade. Não falo na produção de grãos de soja, mas sim na produção de leguminosas, cujo teor de proteína nas folhas e ramas são elevados o suficiente para viabilizar a produção; seja ela de carne ou leite.

Quando estive em Sobral (CE) observei que haviam projetos de implantação de bancos de proteína (através do plantio de leucena) nas propriedades, e os resultados eram satisfatórios. A benéfica experiência também foi muito bem observada em Minas Gerais, tanto no âmbito de pesquisa quanto no cenário produtivo. Além da leucena, existem muitas outras, em formato de arbustos, árvores ou mesmo trepadeiras. Em caso de propriedades pequenas em área, incapazes de implantação de um banco de proteínas, sugiro a consorciação de pastagens; o que melhoraria a qualidade do volumoso ingerido pelos animais.

Em relação ao carboidrato, representante energético das dietas, no caso levantado milho; indico a substituição parcial deste, incluindo outros alimentos de menor valor financeiro, e com potencial nutricional adequado. Um exemplo disso seria a polpa cítrica, o trigo, a raspa de mandioca ou outro do gênero. É válido lembrar que o perfil de fermentação do carboidrato varia conforme o alimento escolhido, e obviamente, um adequado balanceamento dietético é necessário.

Coloco-me a disposição para maiores esclarecimentos.

Cordialmente; Leonardo de Rago".


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Comentários

EMERSON ROGERIO LIMONI

Jales - São Paulo - Produção de leite
postado em 29/08/2012

A idéia funciona para rebanhos reduzidos, uma vez que para rebanhos maiores necessitariam grandes áreas e muita mão de obra, inviabilizando o processo.

Elijá de Arandas Pimentel

Jurema - Pernambuco - Consultoria/extensão rural
postado em 29/08/2012

Muito interessante o comentário e creio que na nossa região por se tratar de uma região semi- árida essa produção se torne difícil se tratando de um rebanho de maior quantidade. Nas propriedades onde tenha agua a vontade tranquilo mas em propriedades com pouca agua fica muito difícil.

Ednaldo Dantas

Vitória da Conquista - Bahia - Estudante
postado em 29/08/2012

Ednaldo Dantas - Graduando em Engenharia Agronômica  (UESB).

Concordo com os comentários dos colegas, entretanto,  deve se fazer uma análise entre o custo benefício da implantação de um  banco de proteínas em grandes propriedades. Como o caro colega Leonardo colocou, pode-se fazer o consorciamento da leguminosa com a pastagem, nesse caso, talvez o pastoreio possa ser realizado diretamente, não havendo necessidade de mão-de-obra extra.

maria de fatima

Cruz das Almas - Bahia - Estudante
postado em 30/08/2012

Super interessante essas abordagens, gostaria de saber onde posso encontrar mudas de leucena para plantar em minha propriedade?

Evandro

Aracaju - Sergipe - Pesquisa/ensino
postado em 30/08/2012

Temos introduzido gliricídia (Gliricidia sepium) em pastagens de brachiaria com aumento na produção, produtividade e melhoria na ciclagem de nutrientes e economia na utilização de fertilizantes nitrogenados (gado de corte) . Em áreas de legumineiras, conseguimos produção superior a 80 ton de matéria verde por ha, com gliricidia adensada (20000 plantas/ha). Também temos utilizado no cocho para cordeiros, em substituição parcial de concentrado com bons resultados. Os resultados econômicos são bons principalmente no pastejo direto da gliricidia.

Marcus Vinicuis da Fonseca

Juiz de Fora - Minas Gerais - Técnico
postado em 30/08/2012

Primeiramente queria lhe parabenizar Leonardo Rago, seguindo sua linha de raciocínio vejo que existem várias alternativas para produção de proteína, lembro que às vezes nos acomodados e aceitamos os modelos de sistemas de produção e forma de alimentação, assim ficando a mercê do mercado globalizado, a busca por alternativas deve  ser constante, verificando e avaliando cada propriedade e sua capacidade de produção.
Ainda em cada região do país temos sub ou coprodutos  industriais que podem ser utilizados como fonte de alimentação para ruminantes.
O ponto fundamental está na organização e profissionalização da atividade, seguindo orientações técnicas  considerando cada propriedade como uma empresa rural.

edimara souza

Umuarama - Paraná - Produção de gado de corte
postado em 31/08/2012

Sr. Leonardo:
Em razão da deficiência de mão de obra, gostaria de informações  a respeito de consorciação de pastagens para cria de gado de corte (vaca nelore). A finalidade seria melhorar a quantidade de UA, o desenvolvimento dos bezerros, de modo a produzir precocidade na desmama e a fertilidade das vacas, tudo em sistema de PASTEJO DIRETO ROTACIONADO. E, tudo isso, com leguminosas perenes com possibilidade de adubação verde, tudo para redução de custo. Diante disso, pergunto se é possível e interessante consorciar diversidades de capim (ex: marandu, piatã, massai, etc.) com leguminosas (favor informar quais), de modo a manter diversidade, a fim de estabelecer uma pastagem ecológica, no sistema rotacionado em pequena propriedade (35 hectares).  Aguardo retorno.

Leonardo de Rago Nery Alves

Belo Horizonte - Minas Gerais - Pesquisa/ensino
postado em 31/08/2012

Prezada Edimara Souza; boa tarde.

Obrigado pelo questionamento.

A consorciação de pastagens é uma técnica que visa melhorar a qualidade do volumoso ingerido pelos animais; e consequentemente, atingir os objetivos citados pela senhora. O sucesso da consorciação dependerá diretamente do tempo de permanência dos animais no piquete, e do período de descanso desse piquete; pois o que se observa é que a gramínea, a médio e longo prazo tende a abafar a leguminosa (por uma questão de tempo de rebrota e crescimento distintos). Portanto, respondendo sua pergunta, sim, é possível e viável o consórcio de gramíneas com leguminosas. Baseando-se nas exigências de solo das gramíneas as quais a senhora citou, sugiro a consorciação destas com soja perene e/ ou com a centrosema; pois ambas são de mais fácil implantação, crescem em torno de 45 cm do solo e são indicadas ao pastejo direto . Em caso de pouca área de sombreamento nos piquetes, uma sugestão seria, também, o plantio de gliricídia e/ ou leucena, deixando com que esta cresça até a forma arbórea. Desse modo seria implantado um sistema agrossilvipastoril, onde as leguminosas arbóreas seriam as árvores dispersoras de sementes. É importante lembrar que alem de melhorar a qualidade nutricional do volumoso, a senhora melhorará a qualidade do solo, com a fixação de nitrogênio por parte das leguminosas.

Coloco-me a disposição para maiores esclarecimentos.

Cordialmente;

Leonardo de Rago

maria de fatima

Cruz das Almas - Bahia - Estudante
postado em 01/09/2012

Sr. Leonardo
Gostei dos deste texto muito esclarecedor e também dos questionamentos que surgiram, porém minha duvida é onde conseguir mudas ou sementes das espécies Gliricídia e Leucena, pois desejo plantar em minha propriedade como banco de proteína para suplementar a pastagem e também para o período de seca, já que moro no nordeste, local onde os animais sofrem muito durante o verão por falta de pastagem. Na minha região não encontro arvores desta especie por isso a minha dificuldade, também não tem nenhum órgão de assistência técnica que possa minha ajudar tanto eu como meus vizinhos produtores.
Também to pesquisando na internet se souber de algum site onde eu possa comprar essas sementes ficaria muito agradecida !
Aguardo retorno.

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