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PB: carne e leite de caprinos chegam a novos consumidores

postado em 10/10/2008

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Sejamos sinceros. Há alguns poucos anos, imaginar encontrar um prato feito com carne de bode em algum restaurante mais refinado de algumas cidades paraibanas, ao menos na região do Litoral, era praticamente uma afronta.

O bode hoje é figura comum em cardápios de vários restaurantes também no Litoral, e produtos como o leite de cabra e seus derivados, queijos e até iogurtes, também começam a ganhar o paladar de um maior número de paraibanos.

Segundo dados do Sebrae-PB, só na região do Cariri, são produzidos 20 mil litros de leite de cabra por dia, e a expectativa é que essa produção chegue a 25 mil litros diariamente. No Sertão, a produção é menor, 1,2 mil litros por dia, mas deve chegar a 2 mil até dezembro. No Curimataú e Seridó, são 900 litros produzidos diariamente, com a previsão de chegar a 1,5 mil até o final do ano.

Depois dos incentivos, principalmente do governo do Estado, foram desenvolvidos novos sistemas de produção e a introdução de novas raças para criação e o desenvolvimento de novos produtos. Os produtores rurais da região também se uniram a vários outros parceiros como o Sebrae, BNB, Embrapa, entre outros e criaram uma indústria de beneficiamento de leite. "Somos hoje o principal produtor de leite de cabra do País", reforça o pesquisador da Emepa. No Estado, boa parte do produto é vendida ao programa de distribuição de leite.

Para as comunidades dessas regiões, a criação de caprinos se tornou uma atividade que hoje gera renda e mudanças sociais nas próprias comunidades. "O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região do Cariri, por exemplo, só perde hoje para a região de João Pessoa e Campina Grande.

Mas se a carne do bode e o leite de cabra começam a ganhar espaço na mesa e no mercado consumidor não só dos paraibanos, o grande desafio para o futuro é investir em tecnologia, novas pesquisas e novos produtos, alertam os pesquisadores. "Estamos no caminho para consolidar a atividade da caprinocultura leiteira. Agora é preciso apostar em projetos que puxem mais ainda essa cadeia produtiva, para a criação de uma linha comercial de produtos, como os iogurtes e outros produtos feitos com o leite", destaca o pesquisador.

"Essa produção de laticínios a partir do leite de cabra vem evoluindo. Hoje já existem, além dos iogurtes, os queijos, o licor... E são produtos que podem beneficiar aqueles que têm resistência à lactose. Ou seja, existe uma demanda grande de consumidores, e a produção ainda é pequena. Mas é um setor que só cresce", enfatiza também a gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-PB, Ivani Costa.

As informações são de Silvana Cibelle para o Sebrae-PB, resumidas e adaptadas pela equipe FarmPoint.

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