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PE: Secob discute inovações na ovinocaprinocultura

postado em 21/09/2010

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Inovação na caprinocultura: perspectivas de Indicação Geográfica foi o tema da primeira palestra da 7ª Semana Nacional da Caprinocultura e da Ovinocultura Brasileiras (Secob), ministrada pela professora convidada da Universidade Federal de Santa Catarina, Claire Cerdan.

Atualmente varejistas e grandes empresas multinacionais de alimentos têm mais poder e influência junto às cadeias produtivas e isso, de acordo com a palestrante, representa uma oportunidade nova para os produtores. "Numa economia globalizada as vantagens competitivas são baseadas em informações locais. Estamos buscando como fazer o que o vizinho não sabe fazer", afirma. A Indicação Geográfica (IG) também foi apresentada como uma estratégia para diferenciar produtos por meio de diminuição de custos, produção de algo único e diferenciado e que possibilita a comercialização em "cadeia curta", como a venda direta.

A IG garante que o produto possua características estritamente relacionadas à sua origem. Esta é a definição internacional que também é adotada no Brasil. A Indicação Geográfica protege o nome de uma região, o produtor e o consumidor. Além disso tem uma dimensão coletiva, deve ser pedida por uma região, não de forma individual; ajuda a garantir a credibilidade no processo de produção, com definição e respeito a regras; além de promover uma melhor distribuição da renda da cadeia, impedindo que uma pessoa se aproprie do bem coletivo de uma região.

Na Europa, a Indicação Geográfica existe há mais tempo e o vinho do Porto foi a primeira experiência, que partiu dos produtores e contou com uma relação estreita com os governantes. "Lá houve uma construção da IG em cem anos", afirma Cerdan. No Brasil, a legislação foi um esforço de se ajustar a acordos internacionais em 14 anos e em seguida procurou-se envolver os produtores num processo inverso ao da União Europeia.

Aqui o processo de IG teve início nos anos 90, mas começou a se desenrolar após o lançamento da legislação em 2000. O caso do cupuaçu, que foi registrado no Japão, despertou os produtores para essa questão. Foi nessa época que as primeiras IGs começaram a surgir: Vale dos Vinhedos, Café do Cerrado, Vale dos Sinos, Vale do São Francisco, entre outras, num total de oito.

Na segunda parte da palestra, a pesquisadora apontou as principais forças da Indicação Geográfica para produção de ovinos e caprinos. Ela afirma que a IG é uma inovação que pode ajudar a estruturar a cadeia produtiva; promove a reserva do nome e valorização da ação coletiva; pode agregar valor ao produto e permitir seu acesso ao mercado formal; além de valorizar e reforçar a reputação coletiva. Mas, o processo também apresenta alguns desafios como as dificuldades para a delimitação da área, o que exclui alguns produtores; divergências de interesses e dificuldade para a construção de compromissos entre diferentes pessoas; a dificuldade de traduzir o saber coletivo que existe na região e como transformar isso em regulamento de uso; além de dificuldades com a legislação sanitária brasileira, que segundo Claire Cerdan é hoje inadequada para pequenos produtores.

Modelagem de sistemas de produção de pequenos ruminantes

O pesquisador da Texas A&M University, Luiz Tedeschi, falou sobre modelagem em sistemas de produção de pequenos ruminantes. De acordo com ele, os pequenos ruminantes têm um papel importante na produção mundial, mas apesar desse crescimento do rebanho caprino verificado no mundo, existem alguns problemas como o progresso genético limitado, estratégias de nutrição e alimentação abaixo do esperado em relação a bovinos e uma falha crônica de transferência de tecnologia para os produtores. "Isso é verdade para o mundo inteiro. Que estratégias usar para solucionar esses problemas? Com a falta de recursos para pesquisa é complicado fazer projetos grandes. Temos que pensar em outras estratégias, como usar a modelagem de componentes do sistema para aumentar o retorno financeiro para o produtor e reduzir os impactos ambientais da produção", explica.

Tedeschi afirma que é necessário um conjunto de ferramenta para juntar a grande quantidade de conhecimentos científicos existentes e ajudar no seu manejo a fim de programar tomada de decisões para prever os acontecimentos daqui a 15, 20 anos. Essa é, basicamente, a função da modelagem de sistemas.

As informações são da Embrapa Caprinos e Ovinos, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

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