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Pesquisa vai traçar perfil do leite de cabra sergipano

postado em 24/11/2011

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Embora seja rico em cálcio, apresente teores de colesterol mais baixos que o leite de vaca e possua fácil digestão, o leite de cabra ainda enfrenta muitos obstáculos para cair no gosto dos sergipanos. Além do preconceito em relação aos animais, a falta de programas que incentivem seu uso na alimentação dos cidadãos contribui para afastar o produto da mesa dos possíveis consumidores.

Ainda que possua menos de 9% do rebanho e alcance menos de 1% da produção da região Nordeste, a atividade tem crescido no estado durante os últimos cinco anos e o cenário para o futuro parece ser mais promissor. Com a ajuda de entidades de apoio aos pequenos negócios, a caprinocultura tem despertado a atenção de estudiosos, que buscam através de suas pesquisas ampliar as possibilidades de uso dos produtos.

Um desses estudos promete trazer benefícios diretos para os criadores. Uma pesquisa desenvolvida pela estudante de medicina veterinária Grasiene de Menezes, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), pretende traçar um perfil do leite de cabra in natura produzido em Sergipe e as condições sanitárias do seu rebanho.

A proposta, segundo ela, permitirá avaliar as características físico-químicas e microbiológicas do produto, auxiliando os produtores quanto à adequação de boas práticas de manejo dos animais e na produção do leite e seus derivados.

"As indústrias beneficiadoras são bastante exigentes com relação à matéria prima que recebem, pois dependendo da qualidade do produto, os processos de transformação do leite podem ser prejudicados. É necessário que os produtores sergipanos busquem qualificação para conquistar seu espaço no mercado", explica a estudante.

A pesquisa receberá o apoio da Federação das Associações de Criadores de Caprinos e Ovinos de Sergipe (Faccos) e do Sebrae, integrando as ações do Projeto Cordeiro e Cabrito de Qualidade, que disponibiliza ferramentas de gestão, tecnologia e mercado para os criadores melhorarem a qualidade de seus rebanhos.

Etapas

O levantamento será realizado junto a 30 produtores distribuídos nas regiões do Alto Sertão, Centro Sul e Agreste sergipano. A primeira etapa do projeto prevê a realização de visitas às propriedades e coleta de amostras diretamente dos latões dos produtores, para análises de composição e contagem bacteriana. Também serão coletadas amostras para realização de análise de acidez e densidade. As avaliações serão realizadas no Laboratório de Tecnologia e Inspeção do Leite e Derivados da UFCG.

Na segunda etapa, deve ser coletado material nas propriedades que apresentaram problemas na qualidade do leite e na saúde dos animais. A terceira coleta adotará a mesma metodologia da primeira e vai verificar se houve melhoria na qualidade do leite após as reuniões de socialização dos resultados dos produtores.

A previsão da estudante é concluir o trabalho até o mês de abril. Para o coordenador do projeto de caprinocultura do Sebrae em Alagoas, Antônio Cardoso, o estudo será fundamental para a elaboração de políticas públicas que tragam benefícios aos criadores. "Essa é uma pesquisa pioneira em Sergipe e oferecerá uma oportunidade para avaliar a qualidade do leite que produzimos. Ela será útil para auxiliar o trabalho que já vem sendo desenvolvido e guiar futuras ações".

As informações são da Agência Sebrae de Notícias, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

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