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PR: Cooperativa Castrolanda e produtores articulados por uma ovinocultura de resultados

postado em 17/07/2013

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A carne de cordeiro que serve a mesa dos paranaenses tem nome e sobrenome. Há seis anos ela se chama "Cordeiro Castrolanda", é produzida na região dos Campos Gerais, identificada na origem, e desfruta de boa comercialização na região e na capital do Estado, mantendo um canal de confiabilidade entre o produtor e o consumidor. A conquista desta distinção entretanto, não veio de graça. Só aconteceu depois de muito trabalho e da conjugação de esforços de diversos setores envolvidos no agronegócio, coordenados pela Emater, através do Programa de Estruturação da Cadeia Produtiva de Ovinos e Caprinos do Paraná, conduzido pelo médico veterinário César Amin Pasqualin.

Exploração pecuária de relativa expressão econômica, geralmente desenvolvida em sistemas extensivos e com baixo nível de tecnologia, a ovinocultura constitui boa fonte de renda para os pequenos e médios produtores rurais. O maior interesse do Paraná reside na exploração de cordeiros para abate, cujos animais são oriundos de criações de pequeno e médio porte, com plantéis compostos por um número reduzido de matrizes. A atividade normalmente é secundária à exploração de outras espécies animais, especialmente a bovina.

Confiança

Voltando a crescer lentamente no volume de rebanhos e em novas formas de organização, principalmente em cooperativas, o Estado do Paraná se recupera aos poucos de uma fase em que foi grande exportador de genética, capacitando-se a manter o posto de 6° maior rebanho nacional. As cooperativas estão tornando a ovinocultura paranaense cada vez mais competitiva. Na Castrolanda, por exemplo, o agronegócio de ovinos assume caráter cada vez mais profissional e intensivo, visando a redução dos custos através da compra de insumos mais baratos, da padronização dos rebanhos e dos abates, além da negociação direta com o mercado consumidor (restaurantes e hotéis principalmente). Os produtores são causa e efeito desse novo momento.

"A ovinocultura é importante para o pequeno e médio produtor. Estou há 5 anos dentro do projeto e me sinto satisfeito. Estamos avançando com o pé no chão, devagar, já superamos dificuldades como a questão do abate através da parceria com o Nuzda. Eu venho crescendo, quero crescer e tem campo para crescer. A procura é muito grande. Só não conseguimos fechar contratos ainda porque não temos produção suficiente. Ela oscila muito. Mas não há ponto de estrangulamento na cadeia. Temos uma assistência muito boa, com todo apoio da cooperativa através de seus técnicos, todos os insumos para produção, e comercialização garantida", informa Eltje Rabbers, produtor em Piraí do Sul. Como outros cooperados, ele é também agricultor e trabalha no sistema de integração lavoura/pecuária, aproveitando azevém e aveia para pastoreio das ovelhas, o que lhe proporciona custo zero de alimentação durante certa época do ano.

"Eu quero crescer, estou estruturado para crescer. Estou dentro do projeto genético. Temos ovinos, suínos, leite e lavoura, trabalhamos no sistema de 'pacote fechado' com a cooperativa. Acreditamos na cooperativa, somos cooperados desde 1990. Mas acho que o projeto Cordeiro Castrolanda poderia ter andado mais. Pelos anos que temos, 7 ou 8 mil fêmeas é pouco. O projeto é bom, está levando o nome Castrolanda. Isso agrega, ajuda bastante. Mas é preciso olhar em volta da gente para ver o que queremos. Witmarsun, Tibagi, Piraí, todos tem projetos grandes. Eles podem balizar o preço para baixo ou destruir o projeto", comenta Luiz Carlos Klempovus, produtor em Castro, que sugere também mais organização estrutural para o setor, com o fornecimento de relatórios de abate, a exemplo que é feito na área de suínos.

Mercado & Genética

"Nós estamos acreditando muito no potencial de crescimento do consumo de carne ovina no Brasil. Nossos produtores têm disponibilidade e gosto pela produção, e nós estamos estruturando seu negócio. Para atender o que se tem de expectativa e para viabilizar qualquer negócio precisamos ampliar com rapidez nosso plantel de ovinos. Isso significa dobrar o volume atual, e em curto espaço de tempo dobrá-lo novamente, para ter uma estrutura que comporte a operação de um frigorífico", informa o gerente da área de Negócios Carnes, Mauro César de Faria.

Uma das estratégias para alavancar a produção passa pela atuação da área de assistência técnica, cujo pessoal trabalha na implantação de uma Unidade de Genética Ovina –UGO. Essa Unidade tem como objetivo melhorar a taxa de partos gemelares, repassando essas fêmeas aos cooperados cotistas para que possam aumentar a produção de cordeiros e ter um melhor aproveitamento das ovelhas do seu rebanho.

A zootecnista Bruna Fittkau explica que esse trabalho "consiste em tentar fazer com que os animais sejam mais prolíferos; se, ao invés de parir um cordeiro a ovelha parir dois, tem-se o dobro de produtividade". Entretanto ela adverte que não adianta produzir dois e não conseguir desmamar. "É preciso produzir com qualidade e por isso vamos acompanhar o peso ao nascimento, peso ao desmame, e ganho de peso. Vamos acompanhar toda evolução", diz a profissional.

Como aumentar e incrementar a produção tem custo, o setor prevê utilizar forma de produção mais barata, introduzindo a inseminação artificial no bojo do projeto previsto para durar cinco anos. "Vamos buscar um reprodutor com características de boa produção de pernil para preencher o que faltava e vamos esperar ver se dá resultado", detalha Bruna. Além do salto genético outra estratégia pensada para fazer crescer a produção é buscar mais produtores para "engordar" o projeto. "Queremos ter um número maior de produtores, com produção maior. Não podemos ter produtores muito pequenos tratando a ovinocultura como um hobbie. Precisamos de mais produtores tratando a ovinocultura como negócio", enfatiza o gerente Mauro César de Faria.

Foco no crescimento

Atualmente, cerca de 30 cooperados trabalham com ovinocultura na Castrolanda. São produtores que investem constantemente em genética especializada para carne, obtendo cordeiros com excelente padrão de carcaça e de cortes especiais. A genética, aliada a um rigoroso controle sanitário e nutricional confere ao Cordeiro Castrolanda um diferencial no mercado de carnes e segurança alimentar ao consumidor. "É uma atividade que promove agregação de valor na propriedade, principalmente para os agricultores que tem áreas ociosas no inverno. É transformar pastagens em carne", lembra Tarcisio Bartmeyer, coordenador do setor.

Com um plantel que soma por volta de 7.000 matrizes, para atender a demanda regional a Castrolanda necessitaria hoje de 15 mil matrizes para suprir o mercado. Como fomento à produção a cooperativa disponibiliza insumos que vão desde linhas de crédito específicas para a ovinocultura, rações, e assistência técnica especializada para dar suporte ao produtor no campo. "Quanto maior for a escala de produção em torno de uma cooperativa, menores serão os custos para todos", diz Bartmeyer copiando Cesar Pasqualin, da Emater/PR.

Para ampliação de matrizes e custeio de atividades os pequenos produtores podem acessar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar –PRONAF. Para os demais produtores, de acordo com a necessidade e projeto técnico, o financiamento pode ser feito direto e junto ao Banco ou na Castrolanda, de acordo com o cadastro de cada cooperado, explica Tarcísio.

O abate dos cordeiros é feito em parceria com o Frigorífico Irmãos Nuzda em Castro, que atua no mercado de carnes há mais de 10 anos, inspecionado pelo Serviço de Inspeção do Paraná (SIP/POA). O cordeiro é abatido com idade aproximada entre 90 a 150 dias e peso vivo de 35 a 40kg. Os animais fornecem carcaça de 16 a 18kg com elevado índice de maciez, sabor e moderado nível de gordura, o suficiente para garantir uma leve cobertura da carcaça.

Com o fomento da produção a Cooperativa estima que em 2015 as matrizes cheguem a 15 mil, permitindo o abate de 15 mil animais/ano. O frigorífico já foi ampliado para atender as necessidades da Castrolanda. Os investimentos foram feitos para aumentar a capacidade de produção de cortes, estocagem, além da possibilidade de desenvolver outros produtos e subprodutos.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Castrolanda, adaptadas pela Equipe FarmPoint.
 

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