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Que sistema de produção é mais usado? Confira!

postado em 28/04/2010

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O sistema de produção é a combinação de cultivos e criações que o produtor utiliza para atingir os seus objetivos. Hoje os ovinos e caprinos são criados em sistemas que variam desde os extensivos até os mais intensivos e a escolha do sistema depende da região na qual os animais estão inseridos, dos investimentos realizados e dos objetivos do produtor. O FarmPoint lançou uma enquete para conhecer quais são os sistemas de produção mais utilizados hoje na produção de ovinos e caprinos e qual a idade de abate dos animais inseridos nos respectivos sistemas. Abaixo confira o resultado da enquete.

Na enquete, pedimos para que os leitores participassem informando:

- Sistema de produção utilizado;
- Região de criação;
- Objetivo da criação;
- Idade de abate dos animais.

Dos leitores que participaram da enquete, 90% são produtores de ovinos e apenas 10% de caprinos.

O sistema de produção mais utilizado pelos produtores que participaram é o semi-intensivo (42,86%), seguido pelo extensivo (35,71%) e intensivo, com (21,43%). A idade de abate média dos produtores que citaram o sistema intensivo foi de 5,3 meses, do sistema semi-intensivo 5,63 meses e do sistema extensivo 8,5 meses.

Gráfico 1 - Sistema de produção x idade de abate.

Clique na imagem para ampliá-la.

Francisco de Assis Carvalho Pires, produtor de ovinos de Mirandiba/PE, utiliza sistema extensivo com suplementação para cordeiros e abate os seus animais entre 10 a 12 meses de idade.

O produtor de ovinos Edesio Andrade Campos, de Guanhães/MG, utiliza confinamento na fase de terminação, abatendo os seus animais cruzados (Santa Inês x Texel ou Dorper) com 5 meses de idade e com aproximadamente 34 quilos.

Quirino de Freitas, produtor de ovinos de Fernandópolis/SP, utiliza o semiconfinamento e abate os animais cruza de matrizes Santa Inês e reprodutores Texel com 5 meses de idade.

De acordo com a zootecnista Ana Carolina Prado Zara, consultora em sistema de produção de ovinos, e o zootecnista Antônio Sérgio Villas Boas, consultor e doutor em nutrição de ruminantes, "a intensificação de um sistema de produção deve ser contínuo e crescente. Quanto mais harmoniosa esta relação, menos tempo levará o cordeiro para o abate. Portanto, entende-se que um cordeiro mal criado até o seu desmame tão pouco reagirá ao confinamento." Leia mais sobre esse assunto.

Clayton Quirino Mendes, engenheiro agrônomo e doutor em ciência animal e pastagem pela Esalq/USP, comenta que "os sistemas de produção baseados somente no uso de forragens geralmente são associados à baixas taxas de crescimento e ao menor custo de produção. Embora a forragem produzida na pastagem seja considerada a fonte mais barata de alimentos para os animais, deve-se considerar o tempo necessário para atingir o peso de abate, uma vez que qualidade da carne está diretamente relacionada com a idade do animal". Saiba mais sobre produção de cordeiros em pastagens.

De acordo com Ingrid Monteiro Medina, mestre em ciência animal e pastagem e docente da UEMS, e Andressa Santana Natel, mestranda em zootecnia pela Unesp de Botucatu, "a estratégia de alimentação suplementar denominada creep feeding pode assumir grande importância e, conforme as circunstâncias, tornar-se quesito indispensável para encurtar o tempo necessário ao acabamento dos animais para abate, além de proporcionar significativo descanso da matriz, o que pode resultar em melhoria das suas funções reprodutivas, uma vez que a carga produtiva sobre ela é reduzida." Clique aqui e saiba mais.

No artigo Suplementação alimentar para terminação de cordeiros em pastagens, Alda Lúcia Gomes Monteiro, professora do Departamento de Zootecnia da UFPR, destaca que "a suplementação alimentar para animais em pastagens tem sido utilizada como ferramenta para suprir deficiências nutricionais específicas, dar suporte aos períodos de baixa oferta de forragem e também, possibilitar melhores taxas de ganho individual. Essa poderia ser a alternativa na terminação dos cordeiros em pastagens para minorar seu déficit nutricional, assim como para as categorias adultas em mesma situação."

A enquete teve participação de produtores da região Nordeste, Sudeste e Centro-oeste. Dos produtores da região Nordeste, 50% utilizam sistema extensivo, 33,33% utilizam sistema semi-intensivo e 16,67% utilizam sistema intensivo.

Na região Sudeste, 75% dos produtores utilizam sistema semi-intensivo e 25% utilizam sistema extensivo. O sistema intensivo não foi citado pelos participantes dessa região.

Já na região Centro-oeste, ocorreu empate entre os três sistemas de produção, cada um ficando com 33,33% das citações.

Independente do sistema de produção utilizado, a média de idade de abate dos animais da região Nordeste foi de 8 meses, da região Centro-oeste 5,75 meses e da região Sudeste, 5,25 meses (Gráfico 2).

Gráfico 2 - Idade média de abate por região.



Em relação ao objetivo de produção, 9,09% dos produtores criam somente animais reprodutores, 45,45% criam animais reprodutores e animais para abate e 45,45% dos produtores criam animais para abate.

Valdemar Barros, produtor de caprinos e ovinos de corte de Caxias/MA, destaca que "o objetivo da sua criação é a cria e a recria dos animais em sistema extensivo, priorizando a venda de machos para o abate com idade entre 6 meses a um ano e com peso variando entre 17 Kg a 28 Kg vivos, o que depende da condição da mãe e capacidade do próprio animal."

O produtor Carlos Otavio Lacerda, de São Paulo/SP, também utiliza o sistema extensivo, mantendo os cordeiros recém nascidos por 15 dias abrigados com as mães e confinados na terminação. Abate os animais com idade de 4 e 6 meses, cruzas de Poll Dorset com Hampshire Down, Santa Inês, Ile de France e Texel.

Já Fernando Henrique Albuquerque, professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú, de Sobral/CE, objetiva a "produção de matrizes e reprodutores da raça Santa Inês e cordeiros da mesma raça para o abate." Utiliza sistema semi-intensivo (fase de cria e recria de fêmeas) e sistema intensivo em confinamento (terminação), abatendo os cordeiros com média de 5 meses de idade (28 kg de peso vivo).

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Equipe FarmPoint

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Comentários

Marita Vidal

Arapari - Pará - Produção de ovinos
postado em 28/04/2010

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