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Sucesso na II Missão Brasil - Uruguai

postado em 11/12/2008

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O mesmo sucesso da primeira em 2007 foi alcançado na II Missão Brasil - Uruguai Ovinos, programada e realizada pelas associações estaduais ACCOMIG e ASPACO, com apoio da Fort Dodge e Grupo Marfrig e apoio institucional da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (ARCO), do Grupo de Extensão da Pesquisa em Ovinos e Caprinos (GEPOC), Secretariado Uruguayo de la Lana (SUL), Cooperativas El Fogon e Central Lanera e Facultad de Veterinária Universidad Nacional de Uruguay.

Como a procura foi muito grande, a II Missão Brasil - Uruguai foi composta por dois grupos, com a mesma programação e equipe. O primeiro de 22 a 26 de outubro e o segundo grupo de 28 de outubro a 01 de novembro, totalizando 60 participantes - empreendedores, criadores e técnicos de diversos estados brasileiros (BA, CE, GO, MG, MT, PB, PE, PR, RO, SC, SP, RS) e de Canelones/Uruguai. Os participantes foram acompanhados pelos especialistas Profa. Dra. Aurora M. G. Gouveia (UFMG) e Prof. Dr. Juan O. Peres (UFLA), e Dr. Mariano Carballo, Ing. Agr. Gabriel Capurro, Ing. Agr Nestor Cabrera, Ing. Agr Daniel Andino e Roberto Perrachon, estes do Uruguai. A coordenação operacional ficou a cargo de Cynthia Magalhães, que encantou a todos com suas atenções especiais.

A viagem foi muito produtiva, pois os participantes tiveram oportunidade de conhecer com profundidade o sistema de produção de carne no Uruguai, como modelo para melhorar a competitividade brasileira no segmento da carne ovina e caprina. O grande objetivo foi aprender com os uruguaios, o que não estamos conseguindo no Brasil: qualidade da carne, volume, preço e, especialmente, a eficiência na organização da Cadeia Produtiva. Adicionalmente, um sistema associado de produção de leite, carne e lã, explorando a multiplicidade de produtos da espécie ovina.

A programação buscou apresentar aos participantes aspectos relevantes para o sucesso dos projetos técnico-comerciais uruguaios vinculados ao INAC/SUL tendo como focos o comércio da carne de cordeiro tipo exportação, e, paralelamente, o processamento da carne de ovinos adultos (acima de um ano) e a exportação de animais vivos.

Segundo Arnaldo Vieira Filho, Presidente da ASPACO, "entre detalhes do ponto de vista de um frigorífico, de alternativas de produção de leite, de organização de produtores em cooperativas, dos aspectos observados em várias propriedades com manejos e realidades distintos, tudo isso amarrado a uma estrutura nacional privada de governança (SUL) que trabalha em sintonia com órgãos de pesquisa (INAC e INIA), conseguimos enxergar como este pequeno país em extensão territorial, consegue gerar renda aos produtores e divisas à sua balança comercial da atividade pecuária da ovinocultura". Governança, pesquisa, gestão, organização e união são segredos do sucesso, completa Arnaldo.

A II Missão cumpriu plenamente seu objetivo proporcionando aos participantes uma programação voltada à informação sobre a atividade ovina comercial no Uruguai, conclui Leonardo Alves, diretor da Divisão de Ovinos e Caprinos da Fort Dodge, e um dos sete médicos veterinários da Fort Dodge que participaram da II Missão.

Segundo a professora Aurora, presidente da Caprileite/ACCOMIG, o que é relevante não é o produto final em si, carne, leite, ou outro, mas sim a forma eficiente com que os produtores uruguaios se organizam, garantindo a oferta de produtos de qualidade, com preços competitivos internacionalmente, mas que remuneram bem aos produtores, com a compra definida no início do ciclo produtivo. Os produtores não se preocupam em ter uma marca própria, e sim em fazer o que sabem - produzir com baixo custo e qualidade, deixando a comercialização com a indústria, a cargo das cooperativas de primeiro, de segundo e de terceiro graus. Estas cooperativas, por sua vez, possuem técnicos remunerados, que se encarregam da produção de alimentos e da manutenção sanitária preventiva nas propriedades rurais. No Uruguai a comercialização direta produtor-indústria e a venda direta produtor-consumidor é pouco significativa.

Segundo o Professor Juan Peres, um dos instrutores que acompanhou a Missão, o Brasil não deixa a desejar no que se refere à tecnologia da produção, em seus vários aspectos - alimentação, reprodução, sanidade, dentre outras. Entretanto, ficou claro para todos os participantes, que a fragilidade está na organização dos produtores no Brasil.

Heloisa Magalhães, veterinária instrutora do SENAR-MG e diretora da Caprileite/ ACCOMIG destaca que "o Uruguai mostrou a importância da união entre os produtores, que juntos, conseguiram montar um estrutura de apoio, não governamental, com força para obter tudo que seja necessário para manter a atividade, e fazer crescer". Temos que trazer esse sentimento para nosso Brasil!", completa Heloisa.

César Pasqualin, veterinário da EMATER-PR, aprova na íntegra as considerações dos participantes em estimular os órgãos oficiais e os veículos de comunicação, para enviarem representantes dos Estados na próxima missão. "E sugiro pensarmos em um encontro dos ex participantes das missões, debatendo avanços na organização das cadeias produtivas, e quais os impactos das importações das carnes do Uruguai, frente aos estágios de organização da cadeia no Brasil".

O que importa ao setor produtivo é extrair renda não só com a carne, mas da lã e se possível do leite também. Na visita à estação experimental da Faculdade de Veterinária da Universidad Nacional de Uruguay, foi apresentado o modelo para o pequeno é médio produtor de leite de ovelha e derivados, finalizando com a degustação dos queijos curados e vinhos locais. Os presidentes Arnaldo da ASPACO e Aurora da Caprileite/ACCOMIG destacam que é fundamental é que os uruguaios buscam a melhoria de índices e de destinações para todos as classificações de ovinos, como capões, ovelhas e cordeiros, explorando a espécie de forma racional, sempre buscando pelo menos duas fontes de renda nesses animais, o que pode trazer um equilíbrio econômico para a atividade.

A base da pesquisa é voltada essencialmente para as necessidades dos produtores, determinadas e financiadas por eles. Um forte vínculo político junto ao comércio - precificação da lã e da carne e um perfeito ajuste dos manejos e absorção de tecnologia para melhoria de um produto final que seja consumido pelo mercado e que atenda a demanda e não o contrário, como é feito no Brasil - produzimos sem saber o que o mercado demanda.

Os certificados de participação foram entregues em delicioso jantar de confraternização, à base de carne e vinho uruguaios, proporcionado pela Fort Dodge. Para Cynthia Magalhães, "a Missão Brasil - Uruguai foi um sucesso. Todos os participantes adoraram a experiência, e muitos querem voltar na próxima. Além disto, muitos não puderam participar em 2007 e já estão preparando as malas para a segunda Missão".

Em mais uma realização conjunta, a ASPACO e a Caprileite/ACCOMIG já estão programando a próxima Missão, Brasil - Uruguai - Patagônia, programada para novembro de 2009.

As informações são da ACCOMIG, resumidas e adaptadas pela equipe FarmPoint.

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