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Uruguaios investem em frigorífico argentino

postado em 13/10/2010

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Na semana passada, a companhia Anwel International Corporation (com sede no Panamá e escritórios no Uruguai) desembolsou US$ 3 milhões para ficar com a operação da planta de abate de caprinos e ovinos Ayacucho (localizada em Buenos Aires). A novidade dessa aquisição é que a tradicional planta industrial abate animais sob as normas estabelecidas pela religião muçulmana, com grande parte de sua produção destinada à exportação fundamentalmente a países muçulmanos, que consomem cordeiros abatidos sob as normas halal.

O grupo Anwel tem sua base de operações no Panamá, mas está administrado e integrado por empresários originários do Uruguai. Nos últimos dois anos, o grupo tem investido na compra de empresas relacionadas com alimentação, todas localizadas em países da América Latina. A companhia se autodenomina como uma trader e seus principais produtos são carnes (ovina e bovina), pescado, produtos lácteos, azeites e grãos.

Atualmente, a empresa tem representantes comerciais no Panamá, Uruguai, Argentina, Brasil, China, Estados Unidos, Venezuela e Inglaterra. A planta, adquirida pela Anwel, tem uma superfície construída de 9000 metros quadrados e sua capacidade de abate é de 1500 cabeças por dia. Além disso, conta com câmaras de armazenamento de congelados para 700 toneladas.

Atualmente, o grupo investidor exporta principalmente aos países do Oriente Médio e África do Norte, dado que abatem cordeiros sob os rituais halal e kosher, e prevê expandir suas operações a partir da incorporação do frigorífico Ayacucho, tanto ao exterior como ao mercado argentino através das grandes cadeias de supermercados.

Nesse contexto, tudo indica que essa empresa não tem nenhum tipo de medo com relação às regulamentações que o governo argentino poderia impor. Em certa medida, os caprinos e ovinos hoje não estão regulamentados como a carne bovina e o mercado nacional para produtos kosher é muito fechado. Assim, os abates realizados nesse estabelecimento seriam destinados principalmente às exportações.

A planta de Ayacucho deverá seguir operando com total normalidade e alcançando seus níveis máximos de abate, conservando, ao mesmo tempo, a totalidade dos empregados. Também se veria uma série de melhoras tecnológicas na planta de processamento, todas dirigidas a melhorar a qualidade produtiva.

A reportagem é do Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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