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Ovinocaprinocultura: atividade rentável?

postado em 28/09/2012

51 comentários
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A ovinocaprinocultura é uma atividade que se encontra em expansão no Brasil. Sabe-se que muitos produtores ainda criam ovinos e caprinos como uma opção secundária e com baixa exploração comercial, inclusive, usufruindo da estrutura dos bovinos.

É interessante lembrar que para que o pecuarista garanta o máximo rendimento no seu negócio, é necessário que ele possua um nº ideal de animais na propriedade para ter giro de capital e escalonamento de produção, alcançando eficiência na atividade.

Nesse contexto, o FarmPoint pergunta aos leitores: a criação de ovinos e/ou caprinos está sendo rentável para o seu negócio? Participe compartilhando sua experiência com os outros leitores!

O FarmPoint desde já agradece a sua participação!

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Comentários

Luciano Piovesan Leme

Barbacena - Minas Gerais - OUTRA
postado em 28/09/2012

Certamente este é um tema bastante controverso junto aos criadores por diversas razões:
1) Não é hábito entre a grande maioria dos criadores realizar uma contabilidade real e confiável que lhes permitam conhecer seus custos de produção, desde forma se não temos os custos na "ponta do lápis" não como indicar a rentabilidade de nosso negócio;
2) Certamente a escala de produção é um fator importante, entretanto a possibilidade de que o produtor esteja associado ou cooperado a uma entidade aglutinadora pode também determinar sua rentabilidade independente de seu tamanho na atividade, permitindo desta forma a viabilidade do negócio;
3) O mercado comprador necessita de regularidade de entrega e de cordeiros padronizados (peso vivo entre 35-42 quilos, idade média de 145 dias), desta forma é necessário que o criador conheça sua atividade, programe sua produção, possua estrutura de alimentação e instalações adequadas ao tamanho e necessidade do rebanho, assim é preciso profissionalismo.
4) Também é fundamental escolher raças que, aliadas ao manejo nutricional e sanitário, possam exprimir seu potencial de produção de carnes com bom peso ao nascimento (3,5-5 kgs.), bom peso ao desmame (20-25 kgs. aos 90 dias) e ganho de peso diário (280 a 330 grs./dia) que possam chegar aos 145-150 dias de idade com peso vivo médio de 35-42 kgs. prontos para o abate.

Atendidos os quesitos acima descritos, tenho absoluta certeza na rentabilidade da atividade de ovinocultura, com excelentes resultados aos criadores.
Vamos ampliar o debate e esperamos que a atuação profissional na atividade faça do Brasil uma referência mundial na produção de ovinos de corte.
Abraços,

Luciano Piovesan Leme
Ovinocultor
Presidente do NUCCORTE
Barbacena - MG

sergio saretto

Sobradinho - Distrito Federal - Produção de caprinos de corte
postado em 28/09/2012

Um questionamento muito pertinente, pois para quem, como eu que estáa pouco tempo na atividade ainda é uma grande interrogação. Qual seria a conformidade básica da criação para ser rentavel. No meu caso estabeleci a meta de ter um plantel de 100 femeas em 10 hectares de area produtiva para carne. Por enquanto estou formando um plantel a um baixo custo e investindo em infraestrutura. esta investimento inicial esta sendo bem pesado e não tenho certeza se será rentavel a este ponto. acho que a troca de experiencias será mito importante para se chegar a um denominador comum.

Marco Antonio Bohn

Estância Velha - Rio Grande do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 28/09/2012

Boa Tarde, Sr. Luciano!

Quais seriam os parâmetros mínimos para que alguém investisse na ovinocultura de corte, com produção de cordeiros, que pudesse se dedicar exclusivamente a este negócio. Quantidade mínima de matrizes e reprodutores, tamanho das pastagens nativas e cultivadas, mão de obra necessária, custos e receitas.
Caso o Sr. tiver estes dados, ficaria agradecido se pudesse me enviar.

Atenciosamente, Marco Bohn.

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 28/09/2012

Sergio Saretto
Um abraço

Um rebanho de 100 matrizes desde que você atinja os mais altos índices tecnológicos
estabelecidos pela Empraba - Caprinos terá a seguinte constituição:

Reprodutores                                             4
Matrizes                                                   100
Fêmeas para reposiçâo                         20
Crias até 12 meses                              146
Total                                                         279

Veja se produzindo esse total de cordeiros você atinge seu objetivo.
Podemos conversar muito sobre isso.
Email: palbertoo@hotmail.com     

valdir braga júnior

Paraipaba - Ceará - recepcionista de hotel
postado em 28/09/2012

sou leigo no assunto da ovinocultura, mas sou assiduo tudo que passa na tv , reportagens , tecnicas de maneijo, pois sou apaixonado pela criação de ovinos, sempre que posso leio matérias do email da arco ovinos. vejo a ovinogem , e vocês também é claro! parabéns pelo trabalho de vocês, muito sucesso.
atencisamente, Júnior

Jaime de Oliveira Filho

Itapetininga - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 29/09/2012

Primeiramente devemos observar que não se deve entrar em uma atividade sem um bom projeto feito por profissionais, onde se faz todo esse estudo de viabilidade , mercado,produção , enfim tudo que qualquer empresa que comece uma atividade deve ter, se quiser se estabelecer no mercado.Muitas das pessoas que vêem a ovinocultura como uma atividade mas tem como referência o vizinho que já começou errado .
Realmente a ovinocultura é rentável sim desde que se faça as coisas de maneira correta e não esquecer que todo negócio é de risco

Fernando Lietti

São Paulo - São Paulo - OUTRA
postado em 30/09/2012

Boa Tarde,

Também gostaria de saber esses parâmetros minimos para iniciar no agronegócio de ovinocultura.

No aguardo,
Desde já agradeço

sergio saretto

Sobradinho - Distrito Federal - Produção de caprinos de corte
postado em 01/10/2012

Pedro,

Muito obrigado pelos exclarecimentos, entendo que para o crescimento da atividade e da cadeia de produção como um todo esta troca de informações basicas é muito importante. O risco em um negócio sempre vai existir, o diferencial a meu ver deve ser a disposição de todos para trabalhar para minimizar os riscos.
Grato pela atenção e preteza.
Meu email é sergiosaretto@gmail.com

Fernando Lietti

São Paulo - São Paulo - OUTRA
postado em 01/10/2012

Jaime, concordo com vc projeto é importantíssimo. Por gentileza, poderia  me passar seus dados para contato. Gostaria de falar mais sobre a criação de ovino na região de Itapetininga, mas precisamente em Tatuí
Sem mais,
Desde já agradeço

Fernando Lietti
fernando.lietti@gmail.com

EGYDIO BIANCHI

São Paulo - São Paulo - Produção de caprinos de corte
postado em 01/10/2012

Ja tivemos uma experiência significativa - hoje desativada para revisão - com a criação e industrialização de caprinos de corte da raça Boer , de ótima aceitação pelo mercado consumidor. Aponto alguns entraves à atividade : escala de produção e comercialização, que naturalmente está associada a tamanho do rebanho. Em nossa experiência ficou absolutamente clara a necessidade de se contar com plantel mínimo de fêmeas , ao redor de 1500 cabeças , com 3 parições cada, a cada 2 anos. Tais números, nem sempre possíveis para o criador pequeno e médio, permitem que se atinja níveis de atividade  viáveis economicamente. Outra dificuldade reside  na fase de abate e processamento, pois é proibitivo ( para os pequenos e médios criadores )  o investimento para implantar uma unidade industrial, sem contar com as intermináveis e incompreensíveis exigências burocráticas pelas autoridades do setor . A unidade de pequeno porte é ignorada  e quase sempre desestimulada.  A integração da cadeia produtiva - produção animal, processamneto industrial, comercialização/distribuição - desafio para todos que se envolvem com a atividade , tem sido insuperável para os pequenos e médios, salvo raríssimas   excessões. As formas de associativismo : cooperativas , sindicatos, parcerias deverão ser melhor exploradas para enfrentar tais entraves .
Egydio Bianchi - Criador/ Engenheiro consultor
Estância de Atibaia-SP

LUCAS RAUL SCHERRER

Botucatu - São Paulo - Estudante
postado em 01/10/2012

Esse é o tema do meu TCC, viabilidade econômica da ovinocultura de corte.
Como ja comentado muitos criadores não fazem a contabilidade correta, visto que o custo de produção não esta somente na aquisição e na alimentação dos animais, em alguns casos a instalação o custo da terra aplicada na criação a logistica de produtos utilizados no processo de criação e a mão de obra extra tem que ser contabilizada.
Como se trata de uma atividade em franca expansão podemos dizer que muita coisa ainda sera acertada e sua viabilidade sera positiva.

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 01/10/2012

Egydio Bianchi

Você abordou com felicidade q quuestão da viabilidade da ovinocaprinocultura. O grilo
é que o pequeno produtor não tem como atigir uma escala econonica que o satisfaça.
Um rebanho de 100 matrizes vai produzir no máximo 146 cordeiros/ano que vendidos
vivos ao preço do Ceará vão proporcionar uma renda bruta anual de aproximadamente 13.140,00 e ao mês 1.095,00, lembrando renda bruta, desde que alcance os mais altos níveis da pesquisa 146 cordeiros ano, que sabemos não ser fácil alcançar.
Então imagine esse dado, no Ceará a média de cabeça por produtor é de 30.

Empreendimento Rurais ACLL Agropecuaria

Piatã - Bahia - Empreendedor na cafeicultura
postado em 01/10/2012

Bom, concordo plenamente com a dificuldade que a  cadeia produtiva da ovinocaprinocultura de corte enfrenta no momento, mas se unirmos cada vez mais com certeza conseguiremos quebrar este tabu. Visto que a rentabilidade(liquidez)comparada com a bovinocultura de corte e muito maior.

E se formos analisar o nosso pais importa quase 100% da carne do uruguai ou seja é o momento para seguirmos em frente e conquistar cada vez mais nosso objetivo final.
Abraços

Romário de Castro

Vitória - Espírito Santo - Produção de leite
postado em 01/10/2012

A produção de ovinos não é  rentável para o pequeno produtor  porque não existem técnicos especializados para orientá-los. Ele pode ter uma pequena quantidade de terra e ser um eficiente produtor, baste que se desenvolva um projeto na sua região como existe hoje para os que trabalham com produção de leite. São diversos programas oferecidos pelo Governo para este fim e para a ovinocultura nenhum programa.
E para o produtor de ovinos somente em poucas regiões existem atendimento técnico.
O que nos desanima é saber que poderemos obter bons resultados com a criação e não termos incentivos para desenvolvê-la.

Jaime de Oliveira Filho

Itapetininga - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 01/10/2012

Lógico que quem sair na frente em qualquer atividade,poderá experimentar uma fatia melhor com preços mais altos na venda , mas se por outro lado a cadeia estará desistruturada, mas estará a frente na experiência da criação o que poderá ,se mantê-la uma vantagem à frente.
E não esquecer que o mercado tem uma exigência de cordeiros cruzados, tendo em muitos lugares rejeição dos cordeiros Sta Ines.
Não tem como a ovinocultura não dar certo no Brasil,é uma tendência natural ,as coisas rumam para nosso país, no futuro um dos maiores produtores de carne de cordeiro do mundo, os países que produzem atualmente não tem como aumentar sua produção, pois já chegaram ao máximo e a vez é do Brasil, por isso quem se especializar, já com conceitos de custos de produção terá uma dianteira.  

Jaime de Oliveira Filho

Itapetininga - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 01/10/2012

Agora o criador de ovinos deve aprender se organizar desde já,com a formação de cooperativas, associações , núcleos de criadores, para ter poder de barganha, ter um produto padronizado e não se deixar ser uma presa fácil ,principalmente para os grandes frigorificos , que não valorizam o pequenos produtor, juntos seremos fortes e teremos poder de negociação.
Uma coisa muito importante é a qualidade das matrizes que devem ser selecionadas com rigor, para ter produtividade expressiva, pois a ovelha ruim dá a mesma despesa que a boa.

marcos zens

Castro - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 01/10/2012

Para viabilizarmos a produção de ovinos devemos selecionar matrizes de partos duplos e também raças que ciclem o ano inteiro. A raça ile-de france é a raça ideal para podermos entregar cordeiros precoces, com ganho de peso e crescimento rápidos. Se conseguirmos entregar a maioria dos cordeiros na entresafra poderemos receber um preço mais justo. Nós conseguimos desmamar cordeiros com sessenta dias e abater com cem dias em sistema intensivo.

Deusdedit Luzimar de Souza

Maria da Fé - Minas Gerais - Produção de ovinos
postado em 01/10/2012

Boa noite a todos
Li  todos os comentarios acima, e ainda estou preparando o pasto para a ovinocultura.
Dos senhores que já estáo a mais tempo no ramo,vale a pena construir pequeno abatedouro e envase para distribuição direta dessa produção!!

Atenciosamente

carlos lberto alves de lima

Frecheirinha - Ceará - Técnico
postado em 02/10/2012

A produção de ovinos é viavel, depende contudo, da situação de cada produtor em determinar o quantum necessario ao retorno do capital investido e o lucro necessario para a continuação do negocio. Se considerarmos uma empresa que deve dar lucro e manter o empresario na atividade, dificilmente se conseguirá isto com um plantel menor que 1500 a 2000 matrizes.A tecnologia existente é perfeitamente  viavel, contudo a burocracia na comercialização inviabiliza qualquer empreendimento que queira ser conduzido dentro das leis atuais existente no país. No nordeste, então, isto é um sonho.

Principais pontos de entrave: Energia (irrigação) a preços exorbitantes;
comercialização da carne dentro da lei, impossivel;
Emprestimos em quantidade necessario ao empreendimento, inexistente;
Roubo de animais na propriedade, impossivel de acabar;
preços exorbitantes de bons reprodutores, parece que o negocio da genetica se transformou em um fim em si mesma.

Caso fossem resolvidos esses problemas, no nordeste, nao existiria melhor negocio na agropecuaria.

Paulo José Theophilo Gertner

Lauro de Freitas - Bahia - Médico Veterinário
postado em 02/10/2012

êita proza boa, ai dá muito pano pra manga!

Marcos Vinicius Grein

Balsas - Maranhão - Consultoria/extensão rural
postado em 02/10/2012

Concordo plenamente com o Sr. Carlos Iberto, do Ceará, quando cita os entraves à produção de ovinos, destacando o ponto referente à comercialização da carne seguindo a legislação vigente.  Enquanto não houver a infraestrutura adequada de toda a cadeia produtiva, sinto em dizer que a produção de ovinos, por si só, não é sustentável.

Marcelo José Campos Paiva

Euclides da Cunha - Bahia - ovinocultor
postado em 02/10/2012

Companheiros ovinocultores, bom dia !!!
Concordo com tudo o que foi dito  a respeito do assunto em pauta. Porem, esqueceram de  um item que considero da maior importância. Trata-se da Mão de obra especializa em ovinocultura. Este e o meu maior problema na propriedade. Como resolve-lo?
Mandem-me sugestões.

carlos lberto alves de lima

Frecheirinha - Ceará - Técnico
postado em 02/10/2012

Marcelo, a mao de obra é um grande problema, principalmente depois das bolsas familias, ninguém quer mais trabalhar, contudo,  a caprino-ovinocultura de todas as atividades possivel no nordeste é a que requer menor mao de obra

Se houvesse interesse e vontade politica, os entraves sitados em minha participação anterior neste forum, seriam plenamente resolvidos, visto ser esta atividade a que irá requerer menor investimento  para que seja desenvolvida em pequena e grande escala no nordeste, servindo de aumento de renda às pequenas propriedades, assim como, para o aproveitamente de grandes propriedades que queiram destinar suas areas improprias para agricultura ou bovinocultura extensiva.

Havendo vontade politica dos gonvernantes isto seria possivel, recursos nao faltam, aí poderia se pensar em associações e cooperativismo. A após um Zoneamento regional, aliás, estudo nesse sentido , acho que ja existe na emater-ce e secretaria do ceará e de outros estados. O problema é que os bancos gonvernamentais (BB E BNB) se limitam a financiar parte de um projeto, baseado nas garantias, inviabilizando assim o projeto total. Qualquer financiamento que nao esteja respaldado por um bom projeto e num bom gerenciamento, com recursos nas datas aprazadas, estará fadada ao insucesso, aliás é isto que aconteceu no nordeste nos ultimos 50 anos.

Acontece que para um bom projeto de 2000 matrizes seriam necessarios, por exemplo 800.000, 00, o banco avalia a propriedade e que dar 300.000,00, quem pegar vai entregar a propriedade dentro de 2 a 3 anos sem possibilidade de solver a divida.

Desta forma, até que seja mudado essa mentalidade de dar migalhas para o Nordeste temos que esquecer qualquer atividade agropecuaria nesta região.

Marco Antonio Bohn

Estância Velha - Rio Grande do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 02/10/2012

Lucas Raul Scherrer, favor repassar todos estes dados que estás levantando na tua TCC, para que possamos verificar em nossas regiões se estes dados são apropriados, para que no futuro possamos regrar nossas atividades dentro da ovinocultura de corte.
Também para que possamos te enviar alguns subsídios que talvez possas utilizar em teu trabalho.
Abraço.

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 03/10/2012

Deusdeth Luzimar de Sousa

O problema do frigorifico é, que seja qual for o seu tamanho, ele tem que atender todas recomendações do SIE- Serviço de Inspeção Estadual ou do SIF - Serviço de Inspeção Federal quando a comercialização é feita para outros estados que não o de origem.
Este fato encarece muito o empreendimento, por outro lado, não sei quantos animais
você pretende abater por dia, pois uma quantidade pequena inviabiliza a construção.
mande me dizer a sua previsão de abate, para podermos trocar edeias sobre o assunto.
meu email palbertoo@hotmail.com

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 03/10/2012

Marcos Zens

Entregar cordeiros na entresafra pode realmente ser uma boa, entretanto lembre que um dos maiores grilos de nossa ovinocultura (em todo o país) é a falta de constância na oferta.
O comprador quer cordeiros durante todo o ano e não temos. Essa é uma das causas da importação do Uruguai e outros.

sergio saretto

Sobradinho - Distrito Federal - Produção de caprinos de corte
postado em 03/10/2012

Os orgão governamentais deveriam estudar uma forma de certificar abatedouros artesanais, como se tem industria de produtos caseiras, existe formas de fazer isso, pois se faz com embutidos e queijos. Priemeiro que colocaria toda uma cadeia produtiva na legalidade, segundo que viabilizaria a produção, almentando emprego e renda.

Dayanne Martins Almeida

Masterton - Wairarapa - Nova Zelândia - Zootecnista
postado em 06/10/2012

A rentabilidade de qualquer produção animal está intimamente ligada à produtividade que, por sua vez, depende de n fatores no pré-porteira inclusive o entendimento do real significado de produção de ovinos. Para mim de nada adianta encher o peito e dizer que tem 800, 1000, 1500 ovelhas se o índice produtivo dos animais faz com que injeções externas de dinheiro sejam necessárias. Ovinocultor é aquele diz produzo x cordeiros de y matrizes e não aquele que diz tenho x cabeças. Nossos gargalos são mais conhecidos que tabuada do 2 e ninguém mais duvida que a ovinocultura tenha potencial. Por que, então, permanecemos nas mesmas conversas ano após ano? Porque nosso conceito de produção é atrasado. Ou empurram a ovinocultura para a subsistência como se fosse salvar o problema do super micro pequeno produtor esquecido onde Judas perdeu as botas ou empacamos na milionária indústria da genética de animais que não possuem informações de desempenho zootécnico muito menos pressão alguma de seleção. Quem aqui já comprou carneiros caros que não aguentaram cobrir as fêmeas, ou morreram assim que foram colocados em piquetes ou de alguma forma se tornaram inférteis? Carneiros que não representam a realidade de produção comercial. Nossos valores estão trocados. Precisamos é de menos cabanhas e mais cordeiros. Precisamos mudar nosso foco e enfatizar o que realmente é lenda na ovinocultura brasileira: eficiência produtiva. Não me interessa o valor pago na carcaça no momento, o que precisamos é focar em quantos cordeiros de qualidade nossas ovelhas produzem e a que custo. Sempre há mercado e preço bom para coisa boa. A velha e redentora desculpa de que o governo não ajuda. Típico da nossa cultura. Triste é aquele que depender do 'governo'. Ou a gente levanta, unimo-nos, organizamos o sistema e apresentamos uma proposta concreta para o 'governo' ou ele vai sempre nos tratar como amadores. Enquanto nossos técnicos focarem em se tornar doutores de shows, julgamentos e afins ao invés de irem para países onde a ovinocultura é excelência a fim de aprenderem conceitos de produção e serem capazes de aplicá-los no nosso país de acordo com nossa realidade geográfica, enquanto a gente ficar tratando nossos carneiros com suco e dando o bagaço para nossas ovelhas, elas vão continuar nos retribuindo com o que elas têm de melhor: NADA. A ovinocultura se tornará de fato rentável quando mudarmos nossos conceitos de produção, nossos valores como produtores e aos demais elos só restará a opção de nos seguir e dançar conforme a música que colocamos.

Para aqueles que realmente acreditam em uma ovinocultura de resultados, eu os convido a conhecer o projeto CordeiroBIZ (www.cordeirobiz.com.br), que já discute temas e valores diferentes para a cadeia da ovinocultura brasileira, e a participar do movimento foco e organização para a indústria ovina no Brasil. Muito obrigada!

euvecio veras

Tabatinga - Amazonas - servidor público e criador de gado
postado em 06/10/2012

olá,

tenho uma propriedade de 2000 hectares no piauí e tenho interesse em iniciar uma criação de ovelhas.
estiver pensando no sistema extensivo, semelhante ao modelo urugaio.

o que acham?

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 08/10/2012

Caro Euvécio

Achei interessante à sua preocupação porquanto o normal é pessoa acharem que a ovinocultura é a salvação economica.de qualquer produtos.
A quantidade de animais criados por você vai depender do tipo de propriedade, principalmente de ela é irrigável ou não, haha vista que a capacidade de suportev tem variação enorme, ou seja, podemos criar em média 35 matrizes por hectare em área irrigavel e em pasto nativo precisamos de 2,5 hectare por ovelha. Veja bem falei em media.
Sou dos cafubdós do Ceará preciso saber como é o sistema uruguaio para conversarmos mais. De antemão creio que os solos e pastagens devem ser bastante diferentes entre o Piaui e o Uruguai, diferentes deve ser até as raças criadas.
Estou pronto para conversar e se possível ajudar.i

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 08/10/2012

Dayanne
Um abraço

Dayanne já faz algum tempo que coordeno o programa de ovinocultura da EMATERCE agora voltado para o seu "super micro pequeno produtor", e reconheço que fiz muito pouco, pois esse produtor cria em média 20 animais e nem sempre detem o uso da terra.
Entretanto ela é apenas um complemento da renda, pois ele exerce outras atividades.
Apesar de tudo é a única atividade desenvolvida em 100 % das propriedades, e veja a justificativa "básica" do produtor.
Crio esse tanto sem despesas,lá alguma vez como um, com eles me recurso para pagar pequenas despesas, morre muito mais nasce muito e no final do ano tenho sempre o mesmo tanto. Observação minha: mais não progride.
Existe uma demanda insatisfeita e o mercado compra os animais com a qualidade em que está sendo produzido então o melhoramento genético pode esperar o que temos que fazer, aí concordo plenamente com voce e aumentar a produtividade de nosso rebanho.

sergio saretto

Sobradinho - Distrito Federal - Produção de caprinos de corte
postado em 08/10/2012

Pedro,
É ai que defendo que teremos que ter dois modelos. Comparando com o frango, todo mundo tem um "franguinho" caipira no quintal e come um de vez em quando, mas tem gente que ganha dinheiro com o frango caipira, e que abate de forma "artezanal" para vender. Já exite o grande criador com granjas confinadas , etc. No caso dos ovinos entendo que a nossa realidade deve-se basear na realidade em que vivemos. É muito lindo quando se vê uma criação na televisão no modelo europeu lá no Paraná, com pastinho verde e bichinhos branquinhos pastando. Mas esta não é a nossa Realidade (Centro oeste, norte e nordeste) . Nós estamos mais para "Africa" do que para "europa". Ai entendo que teremos que desenvolver tecnologias próprias plantas próprias e genetica adaptada. Só a tecnologia aplicada a produção irá nos fazer crescer.

Abraços e descupem a minha empolgação pois este é um assunto que gosto muito de discutir.

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 10/10/2012

Soreto

Você tem que levar em contar a capacidade de cada produtor indidualmente, pois se for muito pequena e não exista nenhuma entidade pertencente aos produtos para congregar a produção, o abastecimento do mercado será feito prlo atravessador.
Outro dia conversando com um dos maiores produtores de ovino do Ceará no município de Tauá preguntei a quem ele vendia seus aninaus, ele respondeu com uma rapidez incrivel:
Vendo ao atravessador neto do atravessador que comprava a meu avô. O que mudou nada.

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 10/10/2012

Sergio

Tenho um amigo e colega de profissão e trabalho, criador importante de Boer no Ceará,
ele as vezes repetidamente me diz. Pedro você nunca me deu um informe otimista dá ovinocaprinocultura do Ceará.
Da ultima vez perguntei a ele, qual o produtor de mão de obra rural, nosso maior publico pode comprar um reprodutor Boer do preço que você vende ou produz, ele saiu sem dar resposta mas tem 80 reprodutores para vender, Se ele vier falar comigo o jeito é eu dizer venda para o abate,
Sérgio eu sou um técnico  dentro disso a 15 anos e continuo procurando um jogador

sergio saretto

Sobradinho - Distrito Federal - Produção de caprinos de corte
postado em 10/10/2012

Pedro,

Admiro muito sua experiancia com os produtores ai no Ceará. acho que é u otimo parametro para os outros produtores. Estou aprendendo muito com seus relatos. esta questão da genética de alta qualidade entendo que deveria ser consequancia da cadeia produtiva e não ser ela a cadeia produtiva. Ai entramos na discução de produção de qualidade aliada a rusticidade agregando tecnologia de ponta para possibilitar a produção em regiões menos favoraveis. Parabens pela disopsição em compartilhar esta experincia conosco.

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 10/10/2012

Marcus Vinicicius Grein

O que atrapalha realmente é que existe uma demanda insatisfeita por carne de ovino e/ou caprino. que quer consumir e compra animais sem as caratristicas que preconizamos.
Esta situação não favorece o produtor e nem motiva adoção de melhoramento genético.

Paulo José Theophilo Gertner

Lauro de Freitas - Bahia - Médico Veterinário
postado em 10/10/2012

Companheiros Eu tenho acompanhado esta "prosa' há uns 20 dias, e li aqui comentários de produtores de diferentes formações, de pelo menos 10 estados diferentes da Federação da República do Brasil, de: MG; DF; RS; CE; SP; ES; PR; MA; BA; AM, estados que diferem tanto em clima, solo, cultura, raças, mercado quanto suas opiniões e experiência na atividade. Acompanho alguns dos nobres colegas há alguns anos e conheço alguns pessoalmente e a outros o seu trabalho. Até com participações da colega Dayanne enviado desde a NZ.
E resolvi expor meu ponto de vista sobre o tema: "Ovinocaprinocultura: atividade rentável?",
Mesmo que alguns não tenham saco de ler até o fim!
O fato é que mesmo com tamanhas disparidades, ficam claro que muitos dos "Gargalos" são comuns aos diferentes sistemas, nos diferentes biomas nas mais diferentes dimensões do negócio ovino e caprino no Brasil.
Para quem não me conhece, sou criador na Bahia desde 1982, tendo criado de forma extensiva, semi intensiva, e super intensiva desde Cabra de Leite a caprinos e ovinos de Corte, no Sertão Semi árido, no cerrado do Oeste Baiano e atualmente no clima tropical úmido do Sul da Bahia.
Horas com rebanhos de mais de 1.000 até pequenos lotes de 30 a 50 animais, mas nunca me apartando dos pequenos notáveis ruminantes. São estes que me criam na verdade e não Eu a eles!
Nestes 30 anos em que vivi desta atividade, claro que: "horas com calça de veludo e horas de bunda de fora". Horas buscando receita complementar em outros setores. Como produtor/criador, como atravessador, comerciante, como técnico veterinário dando assessoria e prestando serviços desde os empresários que atuam na "bolha da moringa" do circo da genética com biotecnologias da reprodução, que é um clube/universo a parte.  Até as associações de pequenos criadores dos Sertões da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, que compõem a base do que deveria ser: "base da pirâmide" do conceito convencionado de negócio pecuário.
Fui membro de câmara estadual de caprinos e ovinos na BA, coordenador de programas de melhoramento genético, diretor e técnico de associações regionais e estaduais, presidente de núcleos de raças específicas, tomei a frente de mobilizações de articulações regionais da cadeia produtiva (Rota do Bode na BR-116 no norte da BA). Promovi leilões, importei Matrizes e Reprodutores da França em 1984 por meio da Caprileite na época do saudoso Viana de Assis, entre muitas outras histórias e estórias deste universo! Algumas lindas e felizes outras feias e tristes!
Os nobres e valentes amigos, que hora participam desta discussão, que tiveram a hombridade de "colocar a cara a tapa", se expondo em um universo de companheiros que "não saem da moita", pois como alguns dizem "a energia que rola é ruim", e onde em alguns momentos se perde a diplomacia, no ímpeto de ser dono de uma verdade absoluta que neste universo não existe, mas com certeza são muitos os  que acompanham este fórum que é o espaço do Site da farmpoint, de uns anos pra cá! Entre outros meios importantes impressos e/ou virtuais, blogs, chats, Sites e etc .
Mas sem maiores delongas, os Pontos citados neste fórum nos últimos dias, como:
     Índices Zootécnicos;
     Mercado formal e Informal;
     Mão de Obra;
     Mentalidade dos atores deste setor;
     Políticas Públicas;
     Integrações/Associativismo/Cooperativismo;
     Legislações: ambientais, trabalhistas, sanitárias: de transito animal, de produção e de beneficiamento dos produtos;
     Registros Genealógicos;
     Representações do Setor;
     Programas de Melhoramento genético/ certificações/Produtos de Origem regional ou social;
     Importação e Exportação de animais vivos e de produtos e derivados;
     Etc e etc e tal....
Vêm sendo discutidos por acadêmicos, técnicos, produtores e autoridades nas câmaras setoriais, em Seminários, Congressos, Exposições e pelos currais e "chiqueiros" por todo o Brasil nos últimos anos como nunca antes! Mas o que percebo é a falta de sinergia entre estas ações dispersas, que por estarem pulverizadas e espalhadas por todos os Rincões perdem força, desperdiçam recursos, e não atingem o objetivo.
Uma Proposta Nacional, Macro para o Setor, e depois sendo desmembradas em nuances regionais e de micro regiões.
Precisaríamos de uma Autarquia/ Entidade Máster, que coordenasse estas discussões, em um único Fórum, com comissões por cada um destes temas, envolvendo todos os elos da cadeia produtiva. E hoje com a Internet, isso se torna possível juntando mentes em fóruns virtuais.
E que as observações, constatações fossem disseminadas e aceitas pelos diferentes Elos.
Citar a NZ é muito bom, mas tem uma população pequena, uma área territorial menor do que o Vale do São Francisco um único clima e estações, povo coeso, culto e já sendo um Player do mercado Internacional. Mas, com certeza, temos pontos a garimpar por lá sim, assim como da Península Ibérica (Espanha e Portugal), da França, da America do Norte, até do visinho Uruguai! Sem falar do Oriente médio e leste Europeu que conhecemos muito pouco!
E fazermos o nosso modelo. O modelo Brasileiro de ser e produzir, com a nossa cara, tempero, sabor e valor sem igual.
É sabido por todos que vivemos em um País Continental, aonde cada região terá de buscar seu modelo da porteira para dentro da propriedade. Não existem "receitas de bolo" ou pacotes tecnológicos aplicáveis as diferentes circunstâncias técnicas, ambientais, econômicas e etc.
Como já foi comentado por alguns dos companheiros, o fato é um só: A conta precisa fechar! A atividade tem de ser rentável, ai neste quesito cada um sabe aonde o calo aperta em seu modelo de produção e seus custos operacionais de produção.
Mas Rentável a atividade pode ser sim!
Desde que se ajuste com o pé no chão o nível tecnológico, e aqui entenda custo de produção, ao valor pago ao produto em sua região, existem nichos de mercado, temos como agregar valor, por transformar a produção em derivados mais valorizados: Queijos, Iogurtes, defumados, embutidos, cortes nobres, artesanatos, cosméticos e esta lista podem ser infindáveis: Para o Mercado de classe: A, B, C e D, com produtos diferentes para cada um destes.
Hoje temos no Brasil, Profissionais capacitados na produção, sanidade, reprodução, beneficiamento, etmos imprensa especializada, insumos específicos e etc., não deixando a desejar a País nenhum do mundo globalizado em que vivemos neste séc. 21!
Então como foi dito: Por que a coisa toda não aconteceu ainda?
Por que não temos 75 Milhões de Ovinos e 25 Milhões de Caprinos no País, para atendermos a atual demanda interna?
Porque não temos regiões que se profissionalizaram, estamos dispersos em um Continente chamado Brasil. Precisamos aglomerar em Clustr's, em Cinturões de Produção. E daí irradiar este modelo para outras regiões do Brasil.
Como em Juazeiro e Petrolina no Vale do São Francisco, como sul de Minas no entorno de Coronel Pacheco, Serra Fluminense, como em Bagé e Alegrete, Rota do Bode, Rota do Cordeiro e inúmeros outros pólos de produção Brasil afora!
Aonde estão e quem são os nossos representantes nos diferentes Poderes: Legislativo e Executivo, desatando o Nó!
Mas que nós? O Setor se faz conhecer? Quem é nossa voz? A ARCO? A ABCC? A Câmara Setorial Nacional? Esta está em sinergia com as Estaduais? Quando foi a última reunião Federativa destas Câmaras? Isso foi divulgado? Quem é nossa voz no MAPA?
Pelo que vejo, nos falta liderança, Homens com Carisma, com conhecimento do Setor, que tenha como nos representar.
Que se empenhem em uma "Cruzada" pelo Brasil á fora, fazendo este papel!
E isso não pode ser filantropia deste ou daquele Produtor, Técnico, Docente, ou seja, lá o que for. Tem que ser um Profissional, um Executivo do Agrobisnes  da Caprino ovinocultura, bem relacionado, bem remunerado, bem articulado!
Mas Eu não conheço este personagem, nem imagino que bancaria isso.
Pois como somos Brasileiros, cada um mais "Bairrista" do que os outros não conseguiram ainda esta façanha!
De modo que se esta especulação não sacudir assa "Prosa" e não for absorvida pelo setor, que deve ter 10% de Grandes Produtores (+ de 1.500 Animais), 25% de Médios (De 350 a 800 animais) e 65% de pequenos produtores, estes com assistencialismo diferenciado do Estado, Organizados em Associações e Cooperativas. Se a Indústria de Insumos (Rações, Fármacos, Sais Minerais, Centrais), se Autarquias como: EMBRAPA, Emp. De Pesq. Estaduais, Universidades, SEBRAE, Federações, não se envolverem, vai entrar ano e sair ano e veremos exemplos dispersos de sucessos temporários por aqui, por ali ou aculá, e nada vai mudar.
Uma vez um Mestre me disse que "Todo jovem era um Incendiário, e que com o tempo, todos se tornavam Bombeiros", espero que sempre apareçam novos jovens e que o bastão seja passado de mão em mão e que a coisa comesse a caminhar não no passo do Jegue que é devagar, mas firme, como vem sendo nos últimos anos, mas que arrisque um trote, um galope e que um dia a Caprino-ovinocultura seja um veloz inalcançável, pois potencial natural, técnico, animal temos de sobra!
Saudações a todos e Inté mais Amigos......  

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 13/10/2012

Paulo José

Fiz um exercício de paciencia e li suas observações.
Não temos um homem carismático porque a base da piramide citada por você o pequeno produtor não tem nenhuma força ou voz política.
Ele muito pequeno não produz o suficiente para lhe dar um salãrio minimo por mês e o governo ao unvés de se preocupar em aumentar a sua produção lhe dar uma bolsa familia desse valor e ainda aposenta o chefe e as vezes também a "chefa" pelo Funrural.
Me mande seu email, irmão.

Paulo José Theophilo Gertner

Lauro de Freitas - Bahia - Médico Veterinário
postado em 15/10/2012

Caro Pedro meu e-mail é: zecagertner@gmail.com

Dayanne Martins Almeida

Masterton - Wairarapa - Nova Zelândia - Zootecnista
postado em 18/10/2012

É realmente muito motivador ler as opiniões dos mestres da ovinocultura brasileira. Pessoas que possuem toneladas de experiência, titulos, cargos renomados, representações e o mesmo fervor de mais de 30 anos de tentativas: ora aqui, ora lá, mas que, de alguma (estranha) maneira, ainda estão a buscar o ´lugar ao sol´. Pra mim, o ponto é claro: falta foco para a ovinocultura brasileira e agora, mais do que nunca, falta foco na atitude do profissional diretamente ligado ao setor.

Acredito que toda discussão saudável provoca revoluções internas e, desta forma, são muito importante para o conceito em questão. Não se faz verdade absoluta, no entanto, a última palavra que mais vence por cansaço do que por argumentação. Diante do fervor de minha aspiração a "incendiária", sem experiência alguma com formalismos, orgulhosa de minha falta de ´rabo preso´ e dedicação calçada das ´sandálias da humildade´, tomei a liberdade de finalizar minha participação acerca desse tema levando minha dissertação para o lado pessoal, porque minha paixão pela ovinocultura é que alimenta o caminho rumo ao meu foco.

Interessante. A NZ não foi citada em momento algum a não ser por aparecer aqui em cima logo após o meu nome, mas já que vamos mencionar, que o fazemos ´com alguém do nosso tamanho´ então. Quem sabe a Austrália? País continental, úmido, seco, alto, baixo, verde, preto, rosa, azul. Ops, lá está ela, a ovinocultura de resultados novamente. Oh não! Vamos voltar para a NZ então, onde é fisicamente impossível comparações para ver se nos sentimos melhor.

Eis o fator limitante que faz com que assuntos como esse ´vira e mexe´ voltem para o começo da fila dos mais discutidos e acabam por ser manchetes repetidas ano após ano com gostinho de novidade: é, nos faltam inspirações. Precisamos de mais inspirações e menos comparações na ovinocultura. No entanto, já que fatalmente ´entrou na conversa´ por que não fazer jus do espaço permitido e mencionar, literalmente, a NZ e o fato de que contava com 40% do total da renda bruta das propriedades de ovinos proveniente de subsídios governamentais e que, abruptamente, foi reduzida a 3% do total na década de 80, situação mantida até hoje e a qual ´somente os fortes sobreviveram´ (leia-se somente os que produziam com eficiência sobreviveram). Acredito que o termo investido ao invés de ´player´ seja ´farmer´. Essa é a verdade sobre a NZ, dita não por quem visitou o país uma ou outra vez, mas de quem trabalha diretamente com os animais todos os dias e acompanha o desempenho do rebanho de mais de 450 propriedades por toda a ilha. Agora, em negrito, abro um parênteses para um ´grito mudo´: "ah, não dá para comparar a NZ, um país tão pequeno!"- Que vergonha eu sinto como profissional da ovinocultura de ouvir e ler comentários assim.

Um país tão minúsculo que produz como gigante. O que é isso? Tradicionalismo? Não, já havia ovelhas no Brasil muito antes da NZ ser descoberta. Carisma? Não. Experimentem conversar com um neozelandês. Governo? Já vimos que não. O fato é que não há brechas para erros. Vive-se daquilo. A ovinocultura precisa ser posta em primeiro plano. Tenho a audácia de desafiar aqui dizendo que se a maioria dos ovinocultores desistisse da principal fonte de dinheiro e tomasse a produção de ovinos de sua fazenda (para aqueles que se consideram ovinocultores) como negócio principal, com certeza já teríamos alcançado posições de destaque dentre outros setores no Brasil. Ah, deixa para lá, voltemos as nossas convicções e às paredes que construimos ao redor do sentimeno de pena que temos de nós mesmos, afinal mais do que ovinocultores, somos sofredores!

Bom, depois de já ter expressado minha opinião técnica sobre o tema em uma oportunidade anterior gostaria apenas de finalizar e dizer que em alguma coisa eu preciso concordar, o setor urge por "jovens incendiários". No entanto, esquece-se de que pra ser um ´jovem incendiário´ da ovinocultura brasileira é necessário muita, mas muita determinação, coragem e um pouco de ´red bull´. A batalha começa na universidade: bombardeios de professores, mestrandos, doutorandos (ainda que muito poucos tenham visto uma ovelha fora do setor da própria universidade), todos especialistas em alguma coisa que de tão específica acaba por ficar ali, presa na estante da biblioteca. Aí vem os estágios que contados nos dedos de uma mão não somam as inúmeras vezes que os jovens aspirantes são deixados com os "peões" e com muita sorte podem avistar o ´ovinocultor´, mais conhecido como patrão, chegando na sua caminhonete potente para um churrasco no final de semana. Em seguida vem as feiras. Ah, as feiras! Lá vai o aspirante a incendiário levar cafezinho para os juízes, arrumar os troféus na mesa e aprender bastante sobre a ovinocultura de ponta das arenas circenses. Perde-se o foco, logo a chama se apaga ou vai queimar em outro lugar, talvez na NZ.

Portanto, o jovem precisa de exemplos, de inspirações. Na ovinocultura não seria diferente. Para se ter uma revolução na indústria ovina brasileira, principalmente no vetor profissionalizante, precisamos antes de inspirações. Mas de que tipo? Quem sabe alguém que realmente ´viva´ da ovinocultura de resultados possa promover a faísca dentro de todos nós. Quem sabe estágios em tribos onde há menos caciques e mais índios.

Para terminar, não poderia deixar de mencionar minha própria experiência como aspirante. Há apenas 4 anos atrás (não 30, felizmente), diante das contradições, mentiras e dos por quês proferidos tive que escutar da boca de um renomado produtor-presidente-CEO, ponto cardeal de referência ovina, que ele "não me pagava (R$465/mês) para pensar". Essa foi minha inspiração a buscar meus ideais incendiários na NZ. No entanto, volto sempre, na paixão pela ovinocultura, na responsabilidade como disseminadora de conhecimento e, na única convicção que rege minha conduta: ser parte da mudança que eu quero ver no nosso país. Precisamos urgentemente de inspirações.

Se você conseguiu acompanhar o desenrolar do assunto até aqui, então vale a pena acessar o site do CordeiroBIZ (www.cordeirobiz.com.br) e entender o por quê de ainda discutirmos mais do mesmo.

Obrigada!

Paulo José Theophilo Gertner

Lauro de Freitas - Bahia - Médico Veterinário
postado em 18/10/2012

Dayanne, amei, suas palavras!
E atingi meu objetivo de provocar palavras fervorosas, e espero ouvir outras mais neste fórum, por meio de outros Menestréis!
Torço de Coração que voltes a pátria amada e venha ser esta "Incendiária" de que tanto necessitamos no Brasil.
Eu confesso, estar canado, mas como a caprino-ovinocultura é uma "doença" como a Malária da qual não ficamos curados jamais, se precisares, e se Eu tiver algo a acrescentar estarei a sua disposição.
Sucesso colega, e traga suas experiência para vermos se rompemos as barragens que represam o conhecimento nos centros de pesquisa e Universidades para que cheguem ao campo!
O Site Cordeiro Biz, é massa! Passarei a ser seguidor.
Inté....

Marco Antonio Bohn

Estância Velha - Rio Grande do Sul - Consultoria/extensão rural
postado em 18/10/2012

Dayanne, ratifico tuas palavras e tenho a grata satisfação de ler um comentário muito bem escrito, bem embasado, com poder de convencimento e com toda certeza com um lastro de conhecimento de deixar qualquer pretenso "conhecedor" da matéria pensar duas vezes antes de escrever algo sobre ovinocultura.
Teus "apenas" 4 anos de experiência, pela maneira como tu te expressas, valem muito mais que toda nossa vida de profissional na agropecuária.
Espero conhecê-la um dia pessoalmente. Já entrei em contato contigo via internet e espero que possamos trocar conhecimentos daqui para frente.
Como Gaúcho só posso te dizer: "Mas bah, Guria! "  

Jose Pereira de Melo Neto

Boa Vista - Roraima - Produção de ovinos
postado em 23/10/2012

Em Roraima a ovinocultura esta apenas engatinhando e de maneira Amadora, sem projeto sustentável e sem nenhum incentivo do estado. Apenas ulguns bravos teimosos persistem em continuar tentando implantar a ovinocultura em nosso estado de forma empírica e na maioria dos casos consorciado com a criação de gado em regime extensivo. Acredito eu que no futuro poderemos ter sucesso na ovinocultura assim como temos hoje na piscicultura. Como principiante só posso agradecer aos senhores que já lutam há vários anos na ovinocultura pelo conhecimento e incentivo aqui relatado. Obrigado.

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 23/10/2012

José Pereira de Melo Neto

Me mande seu email, para podermos iniciar um contato

Sandra Becker

Ilhéus - Bahia - Pesquisa/ensino
postado em 24/10/2012

Fazia tempo que eu não via/não lia um debate tão bom sobre ovinocultura. Parabéns a Paulo Gertner e à Dayanne Almeida.

Luciano Piovesan Leme

Barbacena - Minas Gerais - OUTRA
postado em 24/10/2012

Prezados ovinocultores,

Após quase um mês de debates sobre o tema abordado e os inúmeros comentários, percebe-se claramente a deficiência do setor de ovinocultura brasileira: PROFISSIONALISMO.
Atrás desta palavra vem todos os assuntos abordados, pois em qualquer setor quando atuamos com PROFISSIONALISMO, todos os entraves, obstáculos, oportunidades, fraquezas e fortalezas são trabalhados dia a dia.
Não poderia deixar aqui de tecer breve comentário sobre as colocações da Dayanne: toda vez que buscamos comparações com países, estados ou mesmo criadores incorremos no erro de não entender a história do percurso que cada um correu para chegar onde está e como foram estes percursos, com maior ou menor dificuldade. Apenas para contextualizar, pudessemos nós produtores brasileiros termos 40% de nossa renda vinda de SUBSÍDIOS do governo, que agora segundo suas próprias palavras foram "reduzidos" a 03%. Ora, ter 03% da renda de minha atividade agropecuária garantida por subsídios governamentias é um senhor suporte, imagine ainda quanto tempo durou os 40% de subsídios que permitiram aos ovinocultores da NZ se estruturar, investir em instalações, equipamentos, animais, capacitação. É absolutamente diferente, pois se existiram anos onde o ovinocultor da NZ tinha 40% de sua renda garantida pelo governo e hoje são 3% de subsídio, é porque existe um Programa de Governo, com foco na atividade e que permitiu coordenar uma estrutura pública e privada de ter a ovinocultura como atividade pecuária prioritária daquele país.
Se olharmos para um passado não muito distante, há 20 anos atrás apenas a região Sul do Brasil tinha a ovinocultura de lã como foco, o restante do país, exceto o Norte/Nordeste a ovinocultura sempre foi o "churrasquinho" dos amigos. Desta forma é inegável que houve um crescimento exponencial no Sudeste, Centro-Oeste e mesmo uma profunda transformação no Sul e Norte/Nordeste em relação à ovinocultura e a grande maior parte desta transformação deveu-se fundamentalmente à incontestável abnegação do produtor rural brasileiro de fazer acontecer, com pouquíssimo ou nenhum apoio oficial. Assim precisamos sim nos organizar, ter profissionalismo, buscar eficiência e eficácia e ter foco na atividade, mas vamos deixar de hipocrisia, pois as realidades são muito diferentes. Se a ovinocultura brasileira têm passado por estas transformações e temos condições de sermos grandes (no volume e qualidade) produtores de cordeiros, é preciso que cada um no seu setor de atuação (entidades públicas e privadas e criadores) busquem o entendimento de fazer com que haja um Programa Nacional de Fomento à Ovinocultura e que possamos assumir cada um sua parcela de responsabilidade e dedicação e fazer acontecer. Nós estamos fazendo a nossa parte aqui nestes rincões de Minas Gerais, ajudando a escrever de forma concreta a história da ovinocultura das regiões dos Campos das Vertentes e Zona da Mata Mineira. O resto é discurso!!!! É conversa jogada fora!!!! Vamos à luta.

Pedro Alberto Carneiro Mendes

Fortaleza - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 24/10/2012

Luciano Piovesam Leme

Pior Luciano é aqui no Nordeste que em vez de ajuda real para se produzir só tem bolsa: é bolsa familia, bolsa escola. bolsa gas, bolsa maternidade e outras mais alem da bolsa furada

Dayanne Martins Almeida

Masterton - Wairarapa - Nova Zelândia - Zootecnista
postado em 25/10/2012

Olá a todos!

Havia finalizado minha participação aqui mas algumas colocações me chamaram a atenção novamente. Para poupar os leitores de mais 'discursos' e 'conversas jogadas fora' os convido a ler esse artigo completíssimo (antes e depois) sobre a questão dos subsídios e que responde brilhantemente por mim a todas as linhas de comentários como o do Luciano e que reforça minha opinião sobre comparações e a velha e infalível desculpa, que é mais um fator cultural do que realmente econômico, da comodidade e da fatalidade da ineficiência camuflada nas várias formas de esmolas do governo. Eis o endereço eletrônico: http://newfarm.rodaleinstitute.org/features/0303/newzealand_subsidies.shtml

Não posso deixar de mencionar o fato de que os dois maiores 'tesouros' da Nova Zelândia, a Beef + Lamb New Zealand (organização GERIDA e FINANCIADA 100% por produtores) e a Sheep Improvement Ltd (cientistas que trabalham PARA os produtores), as quais são as PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS e referências pelo grau de excelência do país em produção, foram criadas APÓS o corte dos subsídios (corte este acorrido há 30 anos atrás).

Deixo então apenas algumas linhas de publicações dos PRÓPRIOS produtores da NZ que traduzi para refletirmos:

"Os subsídios governamentais mantiveram a produção flutuante, apesar dos preços em queda e custos crescentes até meados da década de 80. Em 1985-86 o governo abruptamente retirou todos os subsídios para os agricultores e o número de cabeças caiu vertiginosamente. Os ovinocultores têm, desde então, respondido ao novo ambiente econômico tornando-se mais eficientes e mudando o foco de sua produção."

"A mudança para ênfase  na seleção de uma animal pelo seu desempenho ajudou a elevar a produtividade do rebanho nacional. Entre 1992 e 2002 o número de matrizes e borregos na Nova Zelândia caiu 24%, mas no mesmo período, a tonelagem de carne de cordeiro processada ??aumentou 22,4%."

Obrigada mais uma vez pelo incentivo, e sucesso a todos!

Luciano Piovesan Leme

Barbacena - Minas Gerais - OUTRA
postado em 25/10/2012

Certamente este fórum permite a postagem de opiniões e visões, mas uma coisa certa: se analisarmos todas as colocações, todos estão com razão...parece hilário, mas é fato, cada qual teve a oportunidade de exprimir problemas, potencialidades, aspirações e frustrações e cada qual conhece a realidade onde vive, por isso a divergência de opiniões e fatos.
Aqui em Minas Gerais no ano de 2011, mais precisamente em Setembro/11 os membros do nosso Núcleo de Criadores de Caprinos e Ovinos das Regiões dos Campos das Vertentes e Zona da Mata - NUCCORTE reuniram-se e elaboraram uma proposta que foi formalmente encaminhada em audiência ao Secretário de Estado de Agricultura Dr. Elmiro Nascimento intitulado "Programa de Fomento à Cadeia da Ovinocaprinocultura em Minas Gerais" e que após discussões e tramitações foi apreciado junto à Câmara Técnica de Ovinos e Caprinos - CTOC da SEAPA/MG (da qual o NUCCORTE têm assento formal) e aprovou-se no final do ano passado o Plano Setorial de Ovinos de Caprinos, que agora será de fato implementado no Estado de Minas Gerais. Em resumo: ação e não discurso.
Como forma de contribuir concretamente na discussão, lanço aqui um desafio: vamos organizar um amplo debate nacional para a elaboração de um Programa Nacional de Fomento à Cadeia de Ovinocaprinocultura, realizando uma rodada de reuniões em cada Estado da federação onde houver uma  Câmara Técnica e culminando com uma reunião na Câmara Setorial de Ovinos e Caprinos do MAPA em Brasília, onde após amplo debate regional, teremos as diretrizes para uma ação coordenada tanto do setor público quanto do setor privado.
Eu me coloco à disposição para participar e organizar este processo, mas há que ter uma coordenação nacional: quem se habilita? ARCO, Câmara Setorial ou alguma Associação Estadual?
Vamos sair para a prática. Vamos à luta.
Abraços a todos.

Luciano Piovesan Leme
Zootecnista / Ovinocultor
Presidente do NUCCORTE

Paulo José Theophilo Gertner

Lauro de Freitas - Bahia - Médico Veterinário
postado em 26/10/2012

é isso ai Luciano e Dayana, mais ação e menos discurso!
Sucesso!

Inacio Rodrigues de Araujo

Tamboril - Ceará - Consultoria/extensão rural
postado em 26/12/2013

Quando a vontade dos governantes chegar a cadeia produtiva da ovinocaprinocultura  será resolvida

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